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Nelson Mandela e o green pass

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Acreditamos que o green pass – e o passaporte vacinal, e o 2G, e quaisquer outros modos com os quais os países nomeiem o passe COVID – constitua um verdadeiro apartheid. Neste site referimo-nos a ele frequentemente com a expressão «apartheid biótico». Parece-nos incredível que ora venha-nos vendido um conceito de «liberdade» que passa pela segregação de uma parte da população. Mas é assim.

 

Trata-se de um fato absolutamente inédito na triste história da discriminação humana: não se é discriminado pela cor da pele, língua, grupo étnico, ideologia – é-se discriminado a nível biológico, até mesmo subcelular, biomolecular.

 

Todos vimos o paroxismo a que se chegou. Como se não fosse nada de demais, países inteiros dividiram supermercados e bares entre um segmento biótico da população e outro – os não-vacinados têm as suas mesas separadas, talvez do lado de fora, e em muitos lugares não podem entrar. «Assim como os fumantes no passado», alguém minimiza. Não, na realidade os fumantes podiam ir à piscina, bastava que não fumassem ali.

Estamos diante de um projeto de engenharia social sacrificial: o cancelamento das minorias

 

Como se não fosse nada de demais, estabeleceu-se aquilo que alguém poderia definir como um novo racismo, baseado na seringada mRNA. O geneticista Lee Silver, um entusiasta daquilo que ele mesmo batizou como «riprogenética», isso é, a criação, cada vez mais artificial, de crianças frutos da bioengenharia, disse no seu livro publicado no final dos anos 90, Il paradiso clonato [O paraíso clonado; nota do tradutor], que a sociedade em breve ter-se-ia dividido em dois ramos: de um lado os GenRich, a população geneticamente enriquecida, criaturas com DNA manipulado para serem mais belas, mais saudáveis, mais funcionais; do outro os Naturals, aqueles que, por fé religiosa, retrocesso, ou somente por azar vieram ao mundo por meio de concepção e gestação naturais.

 

Silver afirmava que essas duas classes sociais ter-se-iam distinguido ao ponto em que os Naturals acabariam, por força, fazendo os serviços domésticos nas casas dos GenRich. E não apenas: à medida em que o tempo avançasse, a diferença genética entre os dois grupos tornar-se-ia tal que cruzamentos entre as duas «raças» seriam biologicamente impossíveis.

 

Pois bem, ainda não passamos pela engenharia genética (mas, o leitor de Renovatio 21 já sabe, estamo-nos aproximando), mas estamos plenamente diante de uma sociedade dividida em duas classes biológicas – e, a propósito, o que a está dividindo é justamente uma técnica genética, o mRNA.

 

O apartheid dos não-vacinados é uma realidade que se fará presente de modo cada vez mais obsceno. Neste momento, na Áustria e na Alemanha está em andamento um lockdown somente para os não-vacinados, ou seja, lagers, os quais também já estão ativos na Austrália e, pelo que consta em uma lei apenas votada em Viena, possivelmente serão abertos em um país limítrofe [limítrofe à Itália; nota do tradutor].

 

Todavia, se olharmos ao apartheid experimentado pelos negros africanos, as diferenças saltam aos olhos. Os negros sul-africanos não eram impedidos de sair de casa. Os negros sul-africanos não eram impedidos de trabalhar. Aos negros sul-africanos não era requerida uma alteração genética. Aos negros sul-africanos, horrendamente, não era concedido pegar o mesmo ônibus dos brancos, mas os ônibus para os negros existiam.

 

Na prática, as condições dos negros sob o regime do apartheid sul-africano eram muito melhores do que as dos muitos não-vacinados sob o regime da tirania sanitária.

Na prática, as condições dos negros sob o regime do apartheid sul-africano eram muito melhores do que as dos muitos não-vacinados sob o regime da tirania sanitária

 

A este ponto, é impossível não mencionar a história do ícone da luta contra o apartheid, Nelson Mandela.

 

Não nos é possível provar simpatia por aquele que foi um personagem pré-confeccionado pelo mundo «laico» (isto é, maçônico e globalista) como um santo «laico» (isto é, maçônico e globalista) do século XX, à semelhança de Gandhi e Martin Luther King – o fundador da Renovatio 21 escreveu um ebook a respeito, e falou sobre o assunto também em um capítulo de um outro livro.

 

Mandela era um terrorista: ele era assim considerado, e com razão, pelo governo sul-africano do apartheid. Ele foi encarcerado porque o seu partido, o ANC (que era fortemente influenciado pela URSS e seus satélites) tinha abandonado os métodos constitucionais e empreendido a via da luta armada: sabotagens, com mortos e feridos, e treinamento de uma ala militar para usos futuros.

Nelson Mandela, o ídolo celebrado por aqueles que hoje impõem a tirania biótica, teria muito para contar; algo que interroga, profundamente, o próprio sentido da democracia

 

Acerca dos atentados perpetrados por eles, com vítimas inocentes, poder-se-ia escrever muito, assim como do modo horrível através do qual eles justiçavam os seus próprios homens – um pneu em chamas entorno ao pescoço e muito mais, tudo regado a cançõezinhas que celebravam o necklacing, mais conhecido como «colar»: «With our boxes of matches, and our necklaces, we shall liberate this country», com a nossas caixinhas de fósforos, e os nossos colares, nós iremos liberar este país…»

 

Todavia, próprio Nelson Mandela, o ídolo celebrado por aqueles que hoje impõem a tirania biótica, teria muito para contar; algo que interroga, profundamente, o próprio sentido da democracia.

 

Mandela foi preso em 1962. Foi submetido ao assim-chamado Rivonia Trial, um processo que durou de outubro de 1963 a junho de 1964 e que terminou com sua a condenação à prisão perpétua por conspiração para derrubar o Estado.

«Sou acusado de ter incitado as pessoas a cometerem um delito em sinal de protesto contra a lei, uma lei em cuja elaboração nem eu, nem nenhum membro do meu povo, tivemos voz ativa»

 

Mandela, ao fim do processo, fez um discurso que se tornou histórico, que é considerado atualmente como um dos momentos fundadores da África do Sul contemporânea, e que veio a público após 27 anos de encarceramento do líder. Era 20 de abril de 1964.

 

Frequentemente são citadas, e com razão, a beleza e a poesia do seu idealismo civil:

 

«Durante a minha vida dediquei-me a esta luta do povo africano. Combati contra a dominação branca e combati contra a dominação negra. Cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre na qual todas as pessoas viverão juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e ver realizado. Mas, meu Senhor, se necessário, é um ideal pelo qual estou pronto para morrer».

 

Os advogados de Mandela eram contra à inserção desse referimento à morte: temiam que isso pudesse elevar a sentença à pena de morte. Mandela quis incluir assim mesmo essas palavras.

É possível que uma larga fatia da população seja submetida a uma lei em cuja elaboração qual não teve nenhuma participação?

 

Todavia, a primeira declaração dele no tribunal em 1962 foi ainda mais significativa política e filosoficamente.

 

«Sou acusado de ter incitado as pessoas a cometerem um delito em sinal de protesto contra a lei, uma lei em cuja elaboração nem eu, nem nenhum membro do meu povo, tivemos voz ativa».

 

«Ao examinar a decisão acerca da pena a ser aplicada em razão de um delito desse gênero, o juiz deve levar em consideração a questão da responsabilidade, se eu sou responsável ou se, de fato, grande parte da responsabilidade não recai sobre os ombros do governo que promulgou tal lei, sabendo que o meu povo, que constitui a maioria da população deste país, opôs-se a ela, e sabendo, além disso, que quaisquer meios legais para demonstrar tal oposição foi-lhe precluso pela legislação precedente e pela ação administrativa do governo».

 

Mandela fala do impasse definitivo da democracia: uma parte da população não tem mais nenhum canal para se exprimir.

 

Mas mais ainda, nessas linhas o líder sul-africano ventila um dos maiores temas da democracia, o qual o politólogo de Yale Ian Shapiro chama de «principle of affected interest», «princípio de interesse prejudicado».

 

É possível que uma larga fatia da população seja submetida a uma lei em cuja elaboração qual não teve nenhuma participação?

Hoje em dia, encontramo-nos exatamente na posição de Mandela. Leis aterradoras – lei típicas de um apartheid pior do que o sul-africano – são implementadas sem que nem no governo e nem no Parlamento haja uma mínima representação de uma parcela percentual da população de dois dígitos que rejeita completamente as políticas em curso

 

«A posição de Mandela era que o princípio do interesse prejudicado tinha sido violado», afirma Shapiro. «Essa noção é muito próxima à mais fundamental ideia procedural da teoria democrática, isto é, que as pessoas cujos interesses são feridos por uma decisão presumivelmente deveriam ter alguma voz ativa na tomada daquela decisão».

 

Isso é particularmente verdadeiro nos casos em que a população não tenha uma expressão de representação democrática – a gota que transbordou o vaso da Revolução Americana, o famoso «no taxation without representation», inovado pelo Tea Party. Se quiserem nos taxar, queremos ter representação no processo decisório acerca as taxas.

 

Estamos praticamente no coração da justiça democrática. Sem representação de grandes porções da população – especialmente aquelas em desacordo com poder! – não há justiça e não há, como na etimologia, poder do povo. A forma de governo resultante é somente uma forma de tirania que se autodenomina cosmeticamente «democracia».

A esses milhões de dissidentes sem nenhuma representação, sem nenhuma voz no processo decisório, é pedido o sacrifício do próprio corpo biológico e da própria moral

 

Hoje em dia, encontramo-nos exatamente na posição de Mandela. Leis aterradoras – lei típicas de um apartheid pior do que o sul-africano – são implementadas sem que nem no governo e nem no Parlamento haja uma mínima representação de uma parcela percentual da população de dois dígitos que rejeita completamente as políticas em curso.

 

Mais ainda: a esses milhões de dissidentes sem nenhuma representação, sem nenhuma voz no processo decisório, é pedido o sacrifício do próprio corpo biológico e da própria moral. Leis, repetimos junto com Mandela, «em cuja elaboração nem eu, nem nenhum membro do meu povo, tivemos voz ativa».

 

Logo, o que se torna a democracia?

Os governos de todo o mundo, hoje, perseguem o exato contrário: a desintegração dos indivíduos dotados de razão, e a preservação de massas de pessoas irracionais e manipuláveis a seu bel-prazer, seja que se tranque os fantoches em casa por meses, seja que se-lhes injete uma substância de alteração genética

 

«A democracia pode ser o pior dos males, a pior das tiranias. Porque não há uma tirania pior do que a da massa irracional, que a da multidão de linchadores». Vimos em um artigo publicado ontem, o grande discurso de Lyndon Larouche sobre a Lei Natural como única verdadeira pátria do ser humano.

 

«A democracia como alguns a definem é a democracia da multidão linchadora, em confronto da qual é importante não ter a cor de pele errada, ou não ter o tipo de opinião errado, com base no qual o indivíduo não tem nenhum outro direito além do direito de estar de acordo com aquilo que parece ser a opinião dominante».

 

É exatamente assim, como com Mandela: o único direito que temos é o de estar de acordo com a opinião dominante, aquela que hoje chamamos, cada vez mais descaradamente, «narrativa». Vocês devem acreditar em tudo o que lhes dizem, mesmo se o que lhes é inculcado não tem lógica, e o que lhes é injetado não tem garantias de que seja seguro (não por acaso, trazem-lhas os militares…). De outro modo: ultraje, marginalização, ou até mesmo a expulsão do discurso público, a damnatio memoriae que passa pelas redes sociais. Talvez, após isso, também algumas porretadas, ou um cão feroz que os ataca diante de todos, ou até mesmo alguns tiros.

 

Estamos diante de um projeto de engenharia social sacrificial: o cancelamento das minorias.

Encontramo-nos, portanto, em um impasse histórico – ou talvez, em uma mutação política epocal. A democracia não representa mais os cidadãos – somente, programaticamente, alguns deles. Os outros são ignorados, ou combatidos até a submissão

 

O Estado democrático deveria, na teoria, incluir o dissenso quando esse é embasado não sobre a barbárie irracional, mas sobre a razão. O Estado deveria fornecer a possibilidade de palavra, de razão – de Logos – a todos os homens que do Logos são filhos.

 

«A defesa do indivíduo que deseje raciocinar, que tenha a intenção de ser governado pela Lei Natural e pela razão, é a tarefa mais sagrada da sociedade», dizia Larouche. «A defesa e o desenvolvimento de tais indivíduos é a tarefa da sociedade».

 

Os governos de todo o mundo, hoje, perseguem o exato contrário: a desintegração dos indivíduos dotados de razão, e a preservação de massas de pessoas irracionais e manipuláveis a seu bel-prazer, seja que se tranque os fantoches em casa por meses, seja que se-lhes injete uma substância de alteração genética.

 

Encontramo-nos, portanto, em um impasse histórico – ou talvez, em uma mutação política epocal. A democracia não representa mais os cidadãos – somente, programaticamente, alguns deles. Os outros são ignorados, ou combatidos até a submissão.

A democracia, nascida com o intento de deixar livre a expressão do indivíduo, agora tornou-se censura e violência. A democracia tornou-se tirania e escravidão. A liberdade tornou-se aparhtied. Um apartheid biótico

 

A democracia, pensada para incluir as minorias, ora projeta a eliminação delas, política e talvez não apenas política.

 

A democracia, nascida com o intento de deixar livre a expressão do indivíduo, agora tornou-se censura e violência.

 

A democracia tornou-se tirania e escravidão.

 

A liberdade tornou-se aparhtied. Um apartheid biótico.

 

 

Roberto Dal Bosco

 

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin

 

Articolo originale pubblicato in italiano

 

 

Imagem Laurel via Wikimedia publicada sob licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-SA 2.0), immagine modificata.

 

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Akita, a Nossa Senhora da chuva de fogo

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Não é errado, neste momento histórico, recordar-se da última aparição mariana reconhecida pelo Vaticano: Nossa Senhora de Akita.

 

Akita é no Japão. A Virgem Maria apareceu ali meio século atrás. A mensagem que ela deu à Freira Agnese Sasagawa foi chocante. Ela falou de uma destruição em massa, de castigos horríveis: ela falou do castigo Divino.

 

Mais ainda: ela falou de uma «chuva de fogo» que chegaria dos céus e devastaria a humanidade. Neste momento é impossível não pensar nisso: qualquer um é capaz de reconhecer que estamos vivendo o momento mais perigoso da história humana, com a devastação dos mísseis termonucleares mais perto do que nunca.

 

Mas tornemos a Freira Agnese e à aparição de Nossa Senhora.

 

Katsuko Sasagawa nasceu em 1931 em Niigata, cidade de Honshu, a principal ilha do arquipélago japonês. Do outro lado do mar, em relação a Niigata, na parte continental, está Vladivostok.

 

Katsuko foi uma pessoa doente desde jovem. Quando ela não tinha nem vinte anos, passou por uma apendicectomia que a deixou paralisada. Os médicos fizeram alguma coisa errada no processo de anestesia. A cura dessa paralisia fez com que a moça tivesse que passar por inúmeras outras operações, o que causou, seja para ela própria que para a sua família, graves sofrimentos nos anos sucessivos. 

 

Foi nesse período que Katsuko teve contato com uma enfermeira católica (naqueles tempos, também no Japão, havia freiras nos hospitais…) que a introduziu à palavra de Cristo. Katsuko falou com um monge budista, depois se converteu e recebeu o nome de Agnese.

 

Todavia, a moça continuava sofrendo. Em 1956, ela entrou em coma. Algumas freiras que tinham vindo de Nagasaki – a cidade mais católica do Japão… – umedeceram os seus lábios com um pouco de água de Lourdes. Agnese retomou subitamente a consciência.

 

O seu empenho pela comunidade católica foi grande: começou a atuar como catequista na igreja de Myoko, uma cidade ali do lado.

 

Em 1972 Agnese perdeu a audição. A família qui-la de volta em casa, mas ela tomou a decisão de entrar nas Servas da Eucaristia em Yuzawada, uma ordem de freiras contemplativas em um instituto perto da cidade de Akita, que era dirigido pelo Monsenhor Jean Shojiro Itō, o bispo de Niigata que futuramente tornar-se-ia parte integrante da revelação mariana.

 

  Às 8:30 do dia 12 de junho de 1973, Irmã Agnese abriu o tabernáculo da capela onde deveria ocorrer a adoração eucarística. Ela foi investida por uma luz potente. Prostrou-se à terra: ela sabia que poderia se tratar de um evento sobrenatural, mas se perguntou se não fosse apenas uma alucinação.

 

Em 5 de julho, enquanto fazia as orações da noite, sentiu abrir-se, na mão direita, uma ferida em forma de cruz, longa 3cm e larga 2. Ela pensou que fosse um arranhão, mesmo sentindo que a carne estava sendo cortada bastante em profundidade, como se estivesse sendo perfurada.

 

Naquela noite, às 3:00 horas, Agnese escutou uma voz:

 

«Não temas! Não rezes apenas pelos teus pecados, mas também pela reparação dos pecados de todos os seres humanos (…) O mundo atual fere o Santíssimo Coração de Nosso Senhor com a sua ingratidão e as suas injúrias. A ferida de Maria é muito mais profunda do que a tua».

 

Agnese foi guiada à capela, onde a voz, quando perguntada, respondeu-lhe: «Sou quem está ao teu lado e te vigia». Era o seu anjo da guarda.

 

Eis que uma outra voz irrompe na capela:

 

Minha fila, minha noviça, tu obedeceste-me bem abandonando tudo para me seguir. É dolorosa a enfermidade nas tuas orelhas? A tua surdez vai sarar, está certa disso. A ferida na tua mão faz-te sofrer? Reza pela reparação dos pecados dos homens. Cada pessoa desta comunidade é uma minha filha insubstituível. Recitais bem a oração das Servas da Eucaristia? Então recitemo-la juntas:

 

Sacratíssimo Coração de Jesus, realmente presente na Santa Eucaristia, eu consagro o meu corpo e a minha alma para serem inteiramente unidos com o Teu Coração que é sacrificado a cada instante em todos os altares do mundo, dando louvor ao Pai e invocando a vinda do Seu Reino.

 

Peço-te, recebe a humilde oferta de mim mesma. Usa-me como desejas para a glória do Pai e para a salvação das almas.

 

Santíssima Mãe de Deus, não deixes que eu me separe do teu Divino Filho.

 

Peço-te, defende-me e protege-me como tua filha particular.

 

Amém.

 

Enfim, a Virgem Maria acrescentou:

 

Ora muito pelo Papa, os bispos e os padres. Desde o momento do teu batismo sempre oraste por eles com fé.

 

Continua a orar muito, muitíssimo.

 

Conta ao teu superior tudo o que aconteceu hoje e obedeça-lhe em tudo o que ele te dirá.

 

Ele pediu que ela orasse com fervor.

 

Logo, Freira Agnese ora. Diante dela estava a estátua da Virgem da capela, uma cópia da Virgem de Amsterdã – Nossa Senhora de todos os povos – esculpida pelo artista budista Saburo Wakasa, membro do instituto japonês de escultura.

 

Por volta das cinco da manhã a voz desapareceu e outras freiras entraram na capela. Irmã Agnese pediu à Irmã K. que olhasse a mão da estátua: ela não tinha ousado fazê-lo no decorrer de todo aquele tempo, não tivera a coragem. Quando Irmã K. aproximou-se para examinar a estátua, prostrou-se ao chão. Não mãos da estátua havia a mesma ferida que tinha aparecido na palma de Freira Agnese.

 

Em 12 julho, durante as orações das freiras, o sangue recomeçou a escorrer da mão da efígie: a este ponto, a história já era incontível, tinha-se difundido muito além do convento. Duas semanas mais tarde chegou o bispo de Niigata, Jean Shojiro, que constatou os eventos.

 

Em 28 de julho, a ferida de Irmã Agnese começou a doer de maneira insuportável. A religiosa correu em direção à capela e prostrou-se ao chão.

 

No momento de maior padecimento, eis que surge a voz:

 

«O teu sofrimento terminará hoje. Conserva preciosamente a recordação do sangue de Maria, grava-o bem no teu coração; este sangue derramado tem um significado profundo (…) para a conversão de todos os pecadores».

 

Imediatamente, a ferida desapareceu, sarou.

 

No dia 3 de agosto, a Freira Agnese recebeu uma outra mensagem:

 

Minha filha, minha noviça, amas o Senhor? Se amas o Senhor escuta o que eu tenho para te dizer. É muito importante. Reportá-lo-ás ao teu superior.

 

Muitos homens neste mundo causam sofrimento ao Senhor. Eu desejo almas que O consolem para aplacar a cólera do Pai Celeste. Desejo, junto ao Meu Filho, almas que deverão reparar, por meio de seus sofrimentos e sua pobreza, as ofensas dos pecadores e dos ingratos.

 

Para que o mundo possa conhecer a Sua ira, o Pai Celeste está planejando infligir um grande castigo sobre toda a humanidade.

 

Junto ao Meu Filho, intervi muitas vezes para aplacar a ira do Pai. Impedi a vinda de calamidades oferecendo-Lhe os sofrimentos do Meu Filho na cruz, o Seu precioso sangue e as almas prediletas que O consolam, formando um grupo de almas vítimas. Oração, penitência e sacrifícios corajosos podem atenuar a cólera do Pai. Eu desejo isso também da tua comunidade… que ela ame a pobreza, que se santifique e reze em reparação pela ingratidão e as ofensas de tantos homens.

 

Recitai a oração das Servas da Eucaristia conscientes do seu significado. Colocai-a em prática; oferecei em reparação pelos pecados tudo aquilo que Deus pode mandar. Faça de um jeito que todos se esforcem, de acordo com as capacidades e as posições, para oferecerem-se inteiramente ao Senhor.

 

Mesmo em um instituto secular a oração é necessária. Já as almas que querem rezar, elas estão para serem reunidas. Sem dar muita importância à forma, permanecei fiéis e fervorosos na oração para consolar o Maestro.

 

O que pensas no teu coração é verdadeiro? Estás sinceramente decidida a tornar-te pedra descartada? Minha noviça, tu que desejas pertencer sem reservas ao Senhor para tornar-te a digna esposa do Esposo, faze os teus votos sabendo que deves ser afixada à cruz com três pregos. Esses três pregos são: pobreza, castidade e obediência. Dos três, a obediência é fundamental. Em total abandono, faze-te guiar pelo teu superior. Ele saberá como entender-te e encaminhar-te. 

 

Marya-sama, como os japoneses chamam a Virgem Maria, nesta mensagem anunciou a chegada do castigo. Ao mesmo tempo, declarou a importância da obediência à hierarquia eclesiástica.

 

Em 13 de outubro, Irmã Agnese recebeu a terceira mensagem, a mais tremenda.

 

Enquanto rezava, de repente ela percebeu de novo aquela luz e um perfume suave que provinha da estátua.

 

Minha cara filha, escuta bem o que tenho para te dizer. Comunicá-lo-ás ao teu superior.

 

Como te disse, se os homens não se arrependerem e não melhorarem si próprios, o Pai infligirá um terrível castigo sobre toda a humanidade. Será um castigo maior do que o Dilúvio, de proporções nunca antes vistas.

 

O fogo cairá do céu e levará embora uma grande parte da humanidade, os bons assim como os maus, sem poupar nem padres nem fiéis.

 

Os sobreviventes encontrar-se-ão de tal modo aflitos, que terão inveja dos mortos.

 

As únicas armas que vos restarão são o Rosário e o Sinal deixado pelo Meu Filho. Recitai todos os dias as orações do Rosário. Com o Rosário, orai pelo Papa, pelos bispos e pelos padres.

 

A obra do diabo infiltrar-se-á na Igreja de tal modo que ver-se-ão cardeais oporem-se a outros cardeais, bispos contra bispos.

 

Os sacerdotes que me veneram serão desprezados e obstaculizados pelos seus confrades… igrejas e altares saqueados; a Igreja estará cheia daqueles que aceitam compromissos e o Demônio estimulará muitos sacerdotes e almas consagradas a deixarem o serviço do Senhor.

 

O Demônio será implacável especialmente contra as almas consagradas a Deus. A ideia da perda de tantas almas é a causa da minha tristeza. Se os pecados aumentarem em número e gravidade, não haverá perdão para eles.

 

Com coragem, fala com o teu superior. Ele saberá como encorajar cada uma de vós a orar e a realizar a vossa tarefa de reparação. É o bispo Itō que dirige a vossa comunidade.

 

Tens ainda algo para perguntar? Hoje será a última vez que falarei com ti em viva voz. Deste momento em diante obedecerás a quem te foi enviado e ao teu superior.

 

Reze muito a oração do Rosário. Somente eu ainda posso salvar-vos das calamidades que se aproximam.

 

Quem tiver confiança em mim será salvo.

 

Essas foram as últimas palavras que Nossa Senhor confiou à Irmã Agnese.

 

Porém, os eventos extraordinários de Akita não terminaram.

 

No dia 4 de janeiro de 1975, a freira sacristã deu-se conta de que a base da estátua da Virgem estava molhada: algumas lágrimas estavam gotejando de seus olhos. Um fenômeno ao qual o Bispo Itō assistiu.

 

A própria escultura, posteriormente, parece ter mudado suas feições: de repente perece ter assumindo uma expressão de tristeza, não notada antes de então.

 

Saburo Wakasa, o escultor budista, foi chamado: ele confirmou: não a tinha esculpido daquele modo. Sobretudo «as bochechas que eu tinha esculpido eram cavas, o rosto parece ter cedido, a sua cor tinha virado marrom escuro, a sua expressão mais penetrante».

 

As lágrimas, por sua vez, foram analisadas pelo professor Kaoru Sagisaka: eram de origem humana, do grupo 0. De 4 de janeiro a 15 de setembro de 1981, as lacrimações parecem ter cessado. Don Tasuya, o capelão, teria contado algo como 101 repetições do fenômeno. As testemunhas são cerca de 2000. Diz-se que uma TV japonesa teria filmado um desses eventos.

 

Monsenhor Itō foi a Roma duas vezes para perorar pela causa de Nossa Senhora de Akita. O cardeal Ratzinger permitiu-lhe anunciar a autenticidade da aparição: «esses fatos, estabelecidos depois de 11 anos de estudos, são incontestáveis (…) consequentemente autorizo a veneração de Nossa Senhora de Akita». Depois ter obtido o que era justo, o bispo Itō aposentou-se.

 

Em 1988, Ratzinger voltou a falar de Akita, declarando que os fenômenos entorno à Irmã Sasagawa e àquela capela eram dignos de serem acreditados pelos crentes.

 

Freira Agnese sarou da surdez em dois momentos, em 1974 e 1982, mas de 1981 em diante voltou a ter paralisia. Ela continuou a executar pequenos trabalhos para a comunidade com a ponta dos dedos e os dentes.

 

O mariólogo padre Réné Laurentin, que a conheceu e estudou o seu caso, escreveu que Freira Agnese «continua vivendo a sua vida cheia de sacrifícios, constrangida à cama, numa paz profunda».

 

A mensagem de Nossa Senhora de Akita é chocante. O bispo Itō, posteriormente, disse que acreditava que a terceira parte dela, com a sua carga de castigo e destruição, estivesse conectada à mensagem de Fátima.

 

 

Hi ga Ten kara kudari. O fogo virá do céu, a maior parte da humanidade será destruída, e nem os padres nem os fiéis serão poupados. Os sobreviventes invejarão os mortos.

 

Akuma ha, Kyōkai no naka made hairikomi. O demônio entrará na Igreja.

 

Cardinaru ha Cardinaru ni, Shikyō wa Shikyō ni tairetsu suru deshō. Cardeais voltar-se-ão contra outros cardeais, bispos contra bispos.

 

Akuma guiará muitos padres e religiosos para longe de Deus. Os padres que veneram a Virgem Maria serão desprezados e atacados. Igrejas e altares serão profanados.

 

Kyōkai ha, dakyō suru mono de ippai ni nari. A Igreja estará cheia de compromissos.

 

Vejam bem: a precisão da descrição dos assuntos eclesiásticos é total.

 

Mas também a dos assuntos do mundo: a chuva de fogo já está pronta nos céus, sabemo-lo – não houve nenhum momento da história no qual isso tenha sido mais verdadeiro, nem em Cuba, nem durante toda a Guerra Fria, nem nos milênios precedentes.

 

A chuva de fogo termonuclear está sobre nós: sobre a Itália, que abriga pelo menos 40 ogivas americanas e, portanto, tem só Deus sabe quantas outras miradas sobre ela pela Rússia.

 

Fomos nós que a chamamos, nós que a invocamos, a procuramos: talvez o grosso do trabalho tenha sido feito pelos nossos governantes, é verdade – mas, se, por um momento, deixássemos de lado o orgulho e olhássemos dentro de nós, saberíamos que ela chegará também pelos nossos pecados. Pelos pecados que cometemos. Pelos pecados que permitimos que fossem cometidos.

 

O que, de concreto, podemos fazer? Podemos somente prostrar-nos nós também diante de Marya-sama e implorar por misericórdia.

 

E obedecer às instruções da Irmã Agnese:

 

Mainichi, Rosaryo no inori wo tonaete kudasai.

 

Orem o Rosário todos os dias.

 

 

Roberto Dal Bosco 

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin, cujas opiniões pessoais não coincidem necessariamente com aquelas expressadas neste artigo.

 

 

Articolo originale in italiano.

 

 

Imagem de SICDAMNOME via Wikimedia publicada sob licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International (CC BY-SA 4.0); imagem modificada.

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Klaus Schwab encontra-se com Draghi. Eis a «Great Narrative» do Apocalipse e de suas Bestas

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A notícia foi reportada no site oficial do governo italiano com um título que poderia enganar os menos avisados: «O Presidente Draghi encontrou-se com o Presidente executivo do World Economic Forum».

 

Para os poucos leitores da Renovatio 21 que ainda não sabem, World Economic Forum significa Davos. E o presidente que se encontrou com o premier Draghi, portanto, não é ninguém menos do que Klaus Schwab – o máximo teorizador público do Grande Reset.

 

«O Presidente do Conselho, Mario Draghi, encontrou-se na tarde de hoje, no Palácio Chigi, com o Fundador e Presidente executivo do World Economic Forum (WEF), Klaus Schwab»

 

«O Presidente do Conselho, Mario Draghi, encontrou-se na tarde de hoje, no Palácio Chigi, com o Fundador e Presidente executivo do World Economic Forum (WEF), Klaus Schwab», escreveu o site governativo.

 

«A conversa foi focada no próximo Encontro Anual do WEF previsto para ocorrer em Davos em janeiro de 2022 e nos principais dossiers globais, tema também da Presidência italiana do G20, com particular referimento ao assunto da retomada econômica e social pós-pandêmica».

 

O encontro ganhou pouca visibilidade. Nenhum jornal, impresso, eletrônico ou televisivo, deu-lhe relevância – e isto enquanto uma parcela significativa da população está indiscutivelmente convencida de que Schwab é o chefe de uma conspiração da oligarquia global que visa a instalar um novo mundo de controle no qual todos serão escravizados. Que ideia maluca.

 

Teria sido um artigo de alguma relevância: ahh, teóricos da conspiração! Vejam isso: um faraó do Mal que vem aqui na Itália para se encontrar com o seu bravíssimo premier! Só pode ser o Espectro [personagem da Comics D.C.; n.d.t.]! Bola pra frente; virem pessoas sérias; cresçam!

 

Em vez disso, nada.

 

Nem mesmo meio editorialzinho em destaque no jornal do ex-genro do finado Rodotà, o apresentador de TV Gramellino. Seria uma baita ocasião para tirar sarro da cara dos no-vax e, quem sabe, apresentar ao mundo um homem que seguramente tem muitos méritos, pois de outro modo não teria chegado onde chegou.

 

Nada. Nulla. Zero. Zilch. Silêncio da mídia.

 

Esse silêncio é algo que já tínhamos visto. Por exemplo quando Gentiloni, há pouco e por pouco premier, encontrou-se sem muito alarde com George Soros em Roma, no auge da tradicional onda de boteiros provindos do Continente negro – os mesmos “ajudados” pelas ONGS financiadas pela Open Society Foundation do homem de finanças bilionário (o único no mundo com a sua própria política externa; estamos falando dele).

 

Na época, mesmo sob o silêncio dos grandes jornais, vieram à frente, após o fato, um bocado de políticos de oposição. Meloni. Grillo. Calderoli. Todos fazendo a mesma perguntinha: o que Gentiloni tinha ido fazer com Soros? O que eles falaram entre si?

 

Agora todos eles desapareceram. Ninguém quer, de verdade, saber – por que não com uma bela carta parlamentar interrogativa? – o que o Presidente do Conselho teria para falar com um teórico da redefinição do mundo e da própria natureza humana. Porque, além da indústria, da economia, da sociedade, Schwab invocou abertamente a fusão homem-máquina, as interfaces neurais e a possibilidade de escanear os pensamentos das pessoas enquanto elas passam pelos aeroportos, uma «fusão da nossa identidade física, digital e biológica».

 

Tudo isso é verdade.

 

Depois, para a imprensa italiana, o teórico do Grande Reset não é Schwab. É Viganò. Sim, para o jornal do filhinho do Mentana, para o Dagospia e só Deus sabe para quantos outros, deve-se falar em «Monsenhor Carlo Maria Viganò, o teórico do “grande reset”»! Desse jeito. Ipsis litteris.

 

Isto é, o Grande Reset, que eles obviamente colocam entre aspas, não foi teorizado por Schwab, que até mesmo escreveu um livro sobre o assunto – não se sabe porque ele ainda não foi publicado na Itália – intitulado COVID-19: The Great Reset, do qual ninguém, ao que parece, nunca ouviu falar. Ignorância, má-fé, desleixo: não sabemos como definir isso. Mas é assim: o Grande Reset foi teorizado pelo arcebispo, e não pelo personagem que, sob o silêncio deles próprios, acabou de se encontrar com o primeiro Ministro da República Italiana.

Parece mais um vilão do James Bond. É um personagem de livro de romance, televisivo, de ficção

 

Eu me pergunto: nem mesmo uma vinheta? Em suma: parece mais um vilão do James Bond. É um personagem de livro de romance, televisivo, de ficção. Alguém, após tê-lo visto vestido em um indumento com o qual certa vez apresentou-se em público chegou a falar em Star Trek. (Nós odiamos Star Trek).

 

 

Semana passada, o «Schwaboo» arrumou algo para fazer. Em Dubai, o elitista careca anunciou a criação de uma iniciativa chamada Great Narrative. A Grande Narrativa.

Cada narração é uma edição, uma montagem. Para dar um sentido às histórias, omitem-se detalhes, perspectivas e personagens que poderiam levar a um lugar indesejado

 

O que seria a Grande Narrativa? É «um esforço colaborativo entre os principais pensadores do mundo para modelar prospectivas a longo prazo e co-criar uma narrativa que pode ajudar a guiar a criação de uma visão mais resiliente, inclusiva e sustentável para o nosso futuro coletivo», diz o site do World Economic Forum de Davos. «Os melhores pensadores provenientes de uma variedade de áreas geográficas e do conhecimento, inclusos futurólogos, cientistas e filósofos, contribuirão com novas ideias para o futuro. As suas reflexões serão compartilhadas em um livro, The Great Narrative, cuja publicação está prevista para janeiro de 2022».

 

«Estamos aqui para desenvolver a Grande Narrativa, uma história para o futuro», anunciou Schwab em Dubai na quinta-feira passada, junto ao ministro dos Assuntos de Gabinete dos Emirados Árabes Unidos, Mohammad Abdullah Al-Gergawi.

 

«Para modelar o futuro, primeiro você tem que imaginá-lo, tem que projetá-lo, e depois construí-lo». Trata-se de uma retórica que está entre a publicidade de um tênis de corrida e um delírio tirânico.

 

«Acho que nos próximos dois dias, aqui, vamos analisar como imaginaremos, projetaremos e como concretizaremos a Grande Narrativa; como definiremos a história do nosso mundo para o futuro», declarou Schwab na rica (?) cidade capital dos influenciadores digitais no deserto arábico.

As suas vozes dissidentes estão apagadas, inaudíveis nas mídias ou na representação democrática. Os seus pensamentos, censurados pelas redes sociais. As suas manifestações estão proibidas – e reprimidas com uma força jamais antes vista.

 

Depois ele lamentou-se.

 

«As pessoas tornaram-se muito egocêntricas e, em uma certa medida, egoístas. Em uma situação desse tipo é muito difícil criar um acordo porque plasmar o futuro, projetar o futuro, geralmente requer uma vontade em comum entre as pessoas», declarou.

 

«O mundo tornou-se tão complexo. As soluções simples para problemas complexos não bastam mais».

 

«Hoje não há mais separação entre social, político, tecnológico, ecológico – tudo está emaranhado», acrescentou, dando a entender que o seu programa seria uma reprogramação integral da associação humana.

 

«Consideramos que seja muito importante trabalhar verdadeiramente juntos a nível global para nos assegurar da utilização do potencial da quarta revolução industrial em benefício da humanidade, porque a tecnologia também comporta algumas armadilhas e pode ser utilizada em detrimento da humanidade». Para quem não sabe, A Quarta revolução Industrial é o título de um outro livro dele (publicado também em português), no qual ele idealiza reformular para sempre o sistema produtivo planetário.

Quem irá permanecer parte dessa história, em vez disso, já foi editado de um modo diferente: foi editado geneticamente. Primeiro duas seringadas de mRNA, depois uma terceira, depois uma quarta e depois só Deus sabe: o referendo para a alteração do genoma humano foi vencido pelo lado do sim, mesmo se os eleitores nem mesmo se deram conta

 

O leitor consegue imaginar sozinho o que é essa tal Grande Narrativa (termo que, na realidade, esperávamos que tivesse sido desvelado de uma vez por todas na era do governo de Matteo Renzi).

 

Cada narração é uma edição, uma montagem. Para dar um sentido às histórias, omitem-se detalhes, perspectivas e personagens que poderiam levar a um lugar indesejado.

 

Vocês sabem muito bem o que já está acontecendo. As suas vozes dissidentes estão apagadas, inaudíveis nas mídias ou na representação democrática. Os seus pensamentos, censurados pelas redes sociais. As suas manifestações estão proibidas – e reprimidas com uma força jamais antes vista.

 

Já os estão editando para fora da história – dissemos-lhes muitas vezes: querem anular-nos; um segmento correspondente a um percentual de dois dígitos da sociedade deve ser sacrificado: é uma ideia que eles já aceitaram politicamente, economicamente, «humanamente».

Bebês editados geneticamente para serem perfeitamente adaptados à Grande Narrativa. Um livro para resetar a humanidade, e quem sabe recriá-la

 

Quem irá permanecer parte dessa história, em vez disso, já foi editado de um modo diferente: foi editado geneticamente. Primeiro duas seringadas de mRNA, depois uma terceira, depois uma quarta e depois só Deus sabe: o referendo para a alteração do genoma humano foi vencido pelo lado do sim, mesmo se os eleitores nem mesmo se deram conta.

 

Podem apostar o que quiserem: a próxima grande edição que lhes empurrarão goela abaixo é a edição dos seus filhos, dos seus netos, da geração que virá. As futuras crianças serão editadas geneticamente em provetas através da técnica CRISPR. Isso porque fazer filhos através da bioengenharia «será como vaciná-los».

 

Bebês editados geneticamente para serem perfeitamente adaptados à Grande Narrativa. Um livro para resetar a humanidade, e quem sabe recriá-la.

 

Bom, já lhes tínhamos advertido. No fim das contas será uma questão de livros.

Procuremos por nossos nomes no livro da vida, no livro do Cordeiro. Os outros que adorem a Besta

 

O livro do Apocalipse já nos ensinou, no capítulo 13, quando fala sobre a Besta.

 

«E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo», (Apocalipse 13, 8).

 

Procuremos por nossos nomes no livro da vida, no livro do Cordeiro. Os outros que adorem a Besta.

 

«E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo», (Apocalipse 20,15).

 

 

Roberto Dal Bosco

 

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin, cujas opiniões pessoais não coincidem necessariamente com aquelas expressadas neste artigo.

 

 

Articolo originale in italiano.

 

 

 

 

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The Lancet: «não se justifica estigmatizar os não vacinados»

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É surpreendente a posição tomada em um artigo publicado pela prestigiosa revista científica The Lancet: estigmatizar os não vacinados «não se justifica».

 

O autor do breve artigo é o doutor Günter Kampf da Universidade de Medicina de Greifswald, na Alemanha.

 

O doutor Kampf manifestou duras críticas contra uma expressão utilizada ad nauseam pelos nossos médicos, a assim-chamada «pandemia dos não vacinados», com a qual políticos e jornalistas martelaram a cabeça da população por semanas na tentativa de justificar, em toda a Europa, um novo e incredível endurecimento das restrições pandêmicas (o 2G na Alemanha e Áustria, o super green pass na Itália).

«É errado e perigoso falar em pandemia dos não vacinados»

 

«Nos EUA e na Alemanha, funcionários de alto escalão usaram o termo pandemia dos não vacinados, sugerindo que as pessoas que tinham sido vacinadas não eram relevantes na epidemiologia do COVID-19. O uso dessa frase por parte dos funcionários poderia ter encorajado um cientista a afirmar que “os não vacinados ameaçam os vacinados com o COVID-19”», escreveu Kampf.

 

Trata-se, disse o médico, de uma visão demasiado simplória.

 

«Há provas crescentes de que os indivíduos vacinados continuam a ter um papel relevante na transmissão», escreveu o médico alemão.

 

As estatísticas americanas testemunham essa afirmativa:

«Há provas crescentes de que os indivíduos vacinados continuam a ter um papel relevante na transmissão»

 

«Em Massachusetts, EUA, foi detectado um total de 469 novos casos de COVID-19 durante vários eventos em julho de 2021; 346 (74%) desses casos eram relativos a pessoas completamente vacinadas ou parcialmente vacinadas, das quais 274 (79%) apresentavam sintomas. Os limiares do ciclo eram similarmente baixos entre as pessoas completamente vacinadas (mediana 22,8) e as pessoas não vacinadas, não completamente vacinadas ou cujo status de vacinação era desconhecido (mediana 21,5), o que indica a presença de uma elevada carga viral também entre as pessoas completamente vacinadas. Nos EUA, em 30 de abril de 2021, foi reportado um total de 10.262 casos de COVID-19 em pessoas vacinadas, das quais 2.725 (26,6%) eram assintomáticas, 995 (9,7%) tinham-se recuperado e 160 (1,6%) falecido».

 

Além disso, temos também as estatísticas da Alemanha:

 

«Na Alemanha, 55,4% dos casos sintomáticos de COVID-19 em pacientes de idade igual ou superior a 60 anos era relativo a indivíduos completamente vacinados, e esse percentual aumenta a cada semana. Em Münster (…) foram reportados novos casos de COVID-19 em pelo menos 85 (22%) das 380 pessoas que estavam completamente vacinadas ou que se tinham recuperado do COVID-19 e que frequentavam uma discoteca».

 

Portanto, «as pessoas vacinadas têm um risco inferior de contrair a forma grave da doença, mas permanecem sendo uma parte relevante da pandemia». 

 

Incontestavelmente; não podia ser diferente. Ponto.

 

Por isso, disse o doutor Kampf, é «errado e perigoso falar em pandemia dos não vacinados».

«Convido os funcionários e cientistas de alto escalão a pararem a estigmatização inapropriada das pessoas não vacinadas, inclusos os nossos pacientes, colegas e outros concidadãos, e a fazerem um esforço maior para reunir a sociedade»

 

Mesmo porque, como é usual dizer, quem não conhece a história está destinado a repeti-la: «historicamente, sejam os EUA que a Alemanha causaram experiências negativas ao estigmatizar parte da população em razão da cor de pele ou da religião».

 

«Convido os funcionários e cientistas de alto escalão a pararem a estigmatização inapropriada das pessoas não vacinadas, inclusos os nossos pacientes, colegas e outros concidadãos, e a fazerem um esforço maior para reunir a sociedade».

 

Kampf conclui o breve mas incisivo artigo com a declaração de conflito de interesse: ele não tem nenhuma.

 

Quantos médicos que vão às nossas redes de televisão podem dizer o mesmo?

 

 

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin, cujas opiniões pessoais não coincidem necessariamente com aquelas expressadas neste artigo.

 

 

Articolo originale in italiano.

 

 

 

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