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Maçonaria e a vacinação

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Nesta semana a maçonaria italiana expressou o seu pleno apoio ao passe das vacinas.

 

Conforme reportado pela agência de notícias Adnkronos, seja o Grande Oriente da Itália que a Grande Loja da Itália – que são duas almas separadas da maçonaria nacional – posicionaram-se muito favoravelmente à implementação do “passaporte” da vacina.

 

Mais além, parece que os homens do avental tenham recebido e colocado em prática de imediato a ordem:

 

«Entra-se na Loja somente com o green pass, que nós estabelecemos como obrigatório; a mesma prescrição valerá obviamente para o evento que promoveremos nos dias 1° e 2 de outubro, no centro de conferências de Rimini, para o tradicional encontro anual da grande loja, do qual participarão cerca de 2.500 pessoas», declarou o grão mestre do Grande Oriente da Itália (GOI), Stefano Bisi.

 

«Na Loja entra-se somente quem vacinou-se, tenha feito o teste rápido nas últimas 48 horas ou já tenha recuperado-se do COVID. E para ingressar dever-se-á superar três passagens por três averiguações: fora da sede, para mostrar o green pass juntamente ao documento de identidade pessoal; no momento do ingresso, para o controle da temperatura corporal; e à porta de entrada, para a leitura do QR Code específico do evento. Além disso, todo o pessoal que trabalha na organização do evento e na recepção dos convidados foi vacinado com ambas as doses».

 

«Eu me vacinei, assim como a maior parte dos meus irmão maçons», declara o grão mestre Bisi.

Nesta semana a maçonaria italiana expressou o seu pleno apoio ao passe das vacinas.

 

A concorrente Grande Loja da Itália, nascida após uma separação do GOI em 1908, mantém a mesma posição.

 

«A vacina é a única arma capaz de, se não derrotar, pelo menos conter o COVID e a difusão de eventuais e sucessivas variantes do vírus: não vejo outra saída, pelo menos por enquanto, para que possamos retornar àquela que, neste momento, definimos como vida normal», diz, sempre a Adnkronos, Luciano Romoli, o grão mestre venerável da Grande Loja da Itália.

 

«A Grande Loja move-se no perímetro das normas, que todos nós presumimos nasçam de considerações de caráter médico e sanitário. Todas as nossas reuniões e cerimônias são realizadas com a apresentação obrigatória do green pass ou do teste negativo e mediante pleno e convicto respeito às prescrições», acrescenta o grão mestre Romoli.

 

As cerimônias oficiais regionais da Grande Loja serão realizadas «com total respeito à todas as leis e também aos conselhos dos ilustres médicos», prossegue o grão mestre venerável. O qual, assim como o seu colega maestro Bisi, relembra que «a grande maioria dos nossos afiliados são vacinados, com a firme convicção de que, quanto mais se vacina, mais se restringe a área de risco».

A História mostra como maçonaria e vacinação têm trajetórias entrelaçadas; e que muitos famosos médicos que nos últimos dois séculos difundiram a vacinação foram afiliados às Lojas, frequentemente de maneira escancarada.

 

Aqueles que nos últimos anos seguiram Renovatio 21 não ficarão espantados ao descobrir que o avental maçônico é um super-vacineiro. Acenamos a esse fato múltiplas vezes, apesar de não haver uma literatura específica sobre a questão. Se trata-se de uma determinação interna, deve ser muito importante, visto que é mantida o máximo possível em segredança.

 

É necessário compreender que não trata-se somente da opinião racional dos maçons atuais perante à ordem do dia, isto é, à pandemia do COVID. Trata-se, em vez disso, de um fenômeno histórico, de um padrão que observamos repetir-se ao longo dos séculos.

 

A História mostra como maçonaria e vacinação têm trajetórias entrelaçadas; e que muitos famosos médicos que nos últimos dois séculos difundiram a vacinação foram afiliados às Lojas, frequentemente de maneira escancarada.

 

Michele Francesco Buniva (1781-1834) foi um veterinário, botânico e «patriota» (com períodos de exílio na França), mas é conhecido sobretudo por ter sido o médico responsável pela introdução da vacinação no estado do Piemonte. Buniva aderiu à Loja Des Sinceres Amis no dia 8 de outubro de 1806. Em 1799, Buniva foi nomeado chefe da Loja maçônica de Pinerolo. Ele seguramente tinha contatos internacionais: em 1800 tornou-se membro do «Comitê parisiense da vacina», tendo viajado à Inglaterra para aprender a técnica de Edward Jenner, o médico de zona rural que apenas três anos antes – em 1797 – tinha começado a difundir a sua vacinação antivaríola.

O próprio Jenner – mas isso é bem conhecido – era maçom

 

O próprio Jenner – mas isso é bem conhecido – era maçom; tornou-se pedreiro livre no dia 30 de dezembro de 1802, na Loja Faith and Friedship #449. De 1812 a 1813 prestou serviço como mestre venerável da Royal berkeley Lodge. De acordo com algumas fontes, ele esteve presente em várias cerimonias maçônicas até praticamente a sua morte. Não apenas Edward: o esquadro e o compasso eram adereços constantes na sua família – o sobrinho de Edward, Henry Jenner, foi Mestre pelos dois primeiros anos da Loja de Bristol e, em seguida, o respectivo grão mestre. Robert F. Jenner, filho de Edward, foi Mestre de Loja em 1828, 1828, 1847 e 1848, enquanto um outro sobrinho, o Reverendo G.C. Jenner, foi Secretário de Loja e Grande Capelão Provincial em Bristol.

 

Vincenzo Comi (1765 – 1830), um médico e químico, também considerado um «patriota» pela História nacional (fundou a Sociedade Patriótica de Teramo), foi quem introduziu a vacinação antivaríola no estado do Abruzzo. Qualificado como «médico e químico teramense, membro da Loja fundada em 1775». Comi foi amigo do teramense Melchiorre Delfico, personagem ao qual foram atribuídas a titularidade de várias lojas maçônicas.

 

No dia 22 de dezembro de 1888 foi instituída a lei 5.849, «acerca da tutela do saneamento e da saúde pública», mais conhecida com lei Crispi-Pagliani. Trata-se da primeira grande reforma sanitária do país criado a partir do (maçoníssimo) Ressurgimento (movimento que levou à unificação da península italiana). A lei criou dentro do Ministério dos Negócios Internos uma Direção sanitária, praticamente sugerindo que a Saúde fosse, para o poder, uma questão de ordem pública, objeto de informação e repressão. De fato, a lei Crispi-Pagliani obrigava as prefeituras a denunciarem a incidência de doenças contagiosas, e, portanto, a vacinar os cidadãos compulsoriamente. Por coincidência, ambos os signatários eram maçons. Francesco Crispi (1818-1901) foi o grão Mestre da Loja maçônica do GOI em Palermo, chamada «I Rigeneratori del 12 gennaio al 1860 Garibaldini». Diz-se, portanto, que em 1862 o próprio Crispi tenha presidido a cerimônia de iniciação de Garibaldi na maçonaria. Luigi Pagliani (1847-1932), médico higienista, foi iniciado em 1888 na loja maçônica da capital «Cola di Rienzi» (afiliada ao GOI). Na década de 1890, ele tornou-se Conselheiro da Ordem e membro da Comissão de solidariedade maçônica. Reeleito ao Conselho da Ordem do GOI, foi nomeado em 1908 membro efetivo do Supremo Conselho do Rito escocês antigo e aceito. Pagliani era um perseguidor de Padres: relembremo-nos de quando, em 1907, ele trovejou contra o catecismo no ensino fundamental.

 

O caso mais clamoroso é o de Luigi Sacco (1769-1836), um outro personagem que, inscrito na maçonaria, promoveu a vacinação da população, particularmente da parcela mais renitente por questões espirituais (naqueles tempos a vacinação era considerada pelo povo como um tipo de bestialidade contranatural). Sacco chegou ao ponto de confeccionar e distribuir uma falsa homilia (publicada em um opúsculo intitulado “Homilia sobre o Evangelho do XIIIº domingo após Pentecostes) em nome de um prelado inexistente de uma existente cidade alemã (o «bispo de Goldstat») que incitava os fiéis católicos a vacinarem-se, dissolvendo-lhes os escrúpulos. A carta foi enviada a muitos párocos para que a inserissem nas suas próprias homilias. É difícil não enxergar  aqui, além de uma fraude vistosa, também o desprezo pelo povo católico e seus pastores. Sacco foi um antecipador também do green pass: ele forneceu ao governo os nomes de 130 mil pessoas que tinha vacinado no norte da Itália e de cerca de outras 120 mil nas províncias vênetas. Em suma, vacinações e bancos de dados já andavam de braços dados 200 anos atrás – tudo, assim como hoje, temperado com mentiras e fake news. No fim de sua carreira, ele gabou-se de ter inoculado um milhão e meio de pessoas, das quais 500 mil pessoalmente. Um verdadeiro Terminator vacinal da primeira metade do século XIX, um vaccinator sem escrúpulos com cujo nome foi erguido um importante hospital e nomeadas só Deus sabe quantas ruas nas cidades italianas. 

 

A lista de maçons vacinadores poderia ir avante, talvez até os dias atuais.

Muitos médicos, muitos cientistas, farmacêuticos, etc., todos orbitando a invenção de Jenner (alguns parecem até mesmo antecipar os seus desdobramentos!), todos convencidos, apesar da resistência da população, da missão de vacinar o maior número possível de pessoas possível. Todos em contato entre si, todos em posição de estipular programas gigantescos de vacinação em pouquíssimo tempo.

 

Era maçom – foi inciado na Loja Fidelity nº 3, no dia 11 de fevereiro de 1885 – Henry Solomon Wellcome (1854-1936), fundador da grande indústria farmacêutica Wellcome, que em 1995 fundiu-se com a Glaxo. O grupo, após ulteriores fusões, tornou-se a atual GSK, empresa Big Pharma de ponta da indústria da vacinação. Em abril de 2014, a Novartis e a Glaxo estipularam um acordo de mais de 20 bilhões de dólares americanos, com base no qual a Novartis cedeu a sua atividade de produção de vacinas à GSK e, em compensação, adquiriu as atividades desta relacionadas ao tratamento de câncer. Nos últimos anos a GSK comprou outras empresas produtoras de vacinas, consolidando o seu papel de potência mundial na produção de imunizantes. As suas instalações e laboratórios estão espalhados por todo o mundo. Como diz orgulhosamente no seu site, «é a única empresa de biotecnologia a pesquisar, desenvolver, produzir e distribuir vacinas na Itália».

 

Et si parva licet [N.T.: “e se podemos comparar as coisas pequenas com as grandes…]: um famoso virologista adepto à vacinação, que adquiriu notoriedade por meio das redes sociais, teve seu nome incluso em uma lista de maçons publicada em um certo site. Ele negou. Já que não temos como corroborar a veracidade dessa lista, acreditamos nas palavras do doutor. Todavia, devemos notar que naquele documento constavam os nomes de médicos que, diz-se, posteriormente teriam sido vistos em círculos antivacinas. Quem sabe se é verdade; e se é verdade, quem sabe o porquê…

 

Em suma: muitos médicos, muitos cientistas, farmacêuticos, etc., todos orbitando a invenção de Jenner (alguns parecem até mesmo antecipar os seus desdobramentos!), todos convencidos, apesar da resistência da população, da missão de vacinar o maior número possível de pessoas possível. Todos em contato entre si, todos em posição de estipular programas gigantescos de vacinação em pouquíssimo tempo.

Vocês estarão perguntando-se: por quê? Porque a maçonaria teria esse interesse pela vacinação e o seu processo?

 

Vocês estarão perguntando-se: por quê? Porque a maçonaria teria esse interesse pela vacinação e o seu processo?

 

Podemos tentar dar-lhes uma resposta. Como escrito várias vezes pela Renovatio 21, faz anos que circula essa ideia de que a vacina seja um «batismo laico», palavra à qual é sempre necessário sintonizar as antenas, visto que «laico», no contexto de uma nação fundada pelos homens do avental, significa muitas vezes «maçônico».

 

Quem descreveu isso, preto no branco, foi o escritor britânico Samuel Butler: «a vacinação é o sacramento médico correspondente ao batismo». Todavia, tal fórmula reemerge ciclicamente no discurso público dos progressistas italianos em diferentes décadas; por exemplo, em 2009, ou em 2017, quando, com a lei Lorenzin, alguns deles começaram a difundir a ideia de um «batismo laico».

 

«A vacinação é um batismo laico. Acolhe as crianças na sociedade protegendo-as e protegendo os demais de graves doenças. Parece-me que, no fundo, não faltem similaridades com o batismo religioso».

A finalidade é uma substituição religiosa. O cristianismo, ou o seu fétido destroço que ainda resta, deve ser substituído definitivamente por uma religião laica, uma religião do progresso, da ciência, etc.; isto é, com o conjunto de crenças maçônicas exibidas mais ou menos ostensivamente.

 

Estamos, portanto, perante a uma bela confissão: a finalidade é uma substituição religiosa. O cristianismo, ou o seu fétido destroço que ainda resta, deve ser substituído definitivamente por uma religião laica, uma religião do progresso, da ciência, etc.; isto é, com o conjunto de crenças maçônicas exibidas mais ou menos ostensivamente.

 

A Transcendência, o divino, devem ser substituídos pelo racionalismo e pela matéria. O Deus da Vida tem de ser assassinado para que, no seu lugar, seja entronado o Grande Arquiteto, um programador ao qual a Vida deve submeter-se.

 

Assim como milhões de seres humanos atualmente submetem as suas células ao plano de vacinação mundial; assim com a vida é submetida ao programador para a reprodução (com hormônios esterilizantes, abortos, crianças sintéticas produzidas em laboratório).

 

A destruição da Igreja e de sua influência sobre a população é, e sempre foi, a razão de ser da Maçonaria. Agora, o seu objetivo está próximo de se concretizar. A maluquice mundial do COVID sem dúvidas contribuiu para isso; mas foi sobretudo a Igreja quem deu-lhe uma mão nos últimos anos.

A Transcendência, o divino, devem ser substituídos pelo racionalismo e pela matéria. O Deus da Vida tem de ser assassinado para que, no seu lugar, seja entronado o Grande Arquiteto, um programador ao qual a Vida deve submeter-se.

 

Porque, estava escrito em um inteligentíssimo manual maçônico de dois séculos atrás, para a conquista da sociedade:

 

«O quê nós devemos buscar e esperar, assim com os judeus esperam pelo Messias, é um Papa que esteja de acordo com as nossas necessidades (…) somente com este, para remodelar a rocha sobre a qual Deus ergueu a Sua Igreja (…) Nós temos o dedo mindinho do sucessor de Pedro engajado no complô, e esse dedo mindinho vale, para essa cruzada, por todos os Urbanos II e todos os São Bernardos da Cristandade. (…) ora, portanto, para assegurar-nos um Papa que seja conforme ao nosso coração, trata-se, antes de tudo, de formar, para esse Papa, uma geração digna do reino que nós desejamos (…) Querem revolucionar a Itália? Busquem pelo Papa cuja descrição acabamos de fazer» (Instrução secreta da Alta Vendita, citada em Delassus, O problema do momento presente)

 

Sim. Um Papa conforme ao coração deles. Um Papa vacinador.

 

Temos.

 

 

Roberto Dal Bosco

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin

 

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O alvorecer da inocência

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«Em breve, a violência tornar-se-á erótica, a tortura eufórica, enquanto as massas saudarão com joia as execuções públicas impulsionadas pela ira do fascismo. Os campos de concentração serão reconstruídos. A ignorância será glorificada. E existirão guerras raciais, porque o ódio será recompensado e considerado algo autêntico e belo. A fé será reduzida a um estereótipo envenenado, uma escravidão do pensamento infestada de morfina. A perversão será nobilizada. O incesto, a moléstia e a pedofilia serão louvados. Existirão prêmios para os estupradores. Alguns serão donos de tudo e a maior parte não terá nada, porque os homens não foram criados iguais. O narcisismo não será mais reprimido, mas venerado como uma virtude. Satisfazer os próprios impulsos tornar-se-á instintivo. As nossas identidades serão definidas pela dor que infligiremos. O niilismo puro, genuíno, será a única solução diante da morte gloriosa. Com o passar do tempo teremos a nossa religião, a nossa dinastia. E com elas despertaremos a verdadeira fúria do mundo. E enquanto o homem será implodido em um banho de sangue e silêncio, emergirá uma nova mutação. Nesse dia será declarado alvorecer da inocência».

 

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin, cujas opiniões pessoais não coincidem necessariamente com aquelas expressadas neste artigo.

 

 

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A bandeira vermelha do espírito triunfará

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Em 9 de maio, na Praça Vermelha, a parada pela Vitória da Rússia na Grande Guerra Patriótica (a nossa Segunda Guerra Mundial) foi, também neste ano, marcada por bandeira vermelhas, estrelões purpúreos, foices e martelos.

 

Ou melhor, neste ano mais do que nunca. As imagens têm a potência que reconhecemos todos os anos: um País unido, um exército forte, uma verdadeira celebração. Cerca de uma década atrás, adicionou-se um rito ainda mais profundo, o do Bessmertnyj polk, o «regimento imortal»: o povo desfila levando com si fotos ampliadas dos próprios familiares que lutaram na guerra. Isso começou como algo espontâneo em Tomsk e agora se espalhou por todas as cidades do mundo. Em Moscou, o desfile foi aberto por Putin segurando a foto de seu pai.

 

Houve um tempo em que a parada era vista pelo ocidente com aflição e horror. No romance O Espião que Sabia Demais, de Le Carré, é descrito como a inteligência britânica analisava cada um dos fotogramas do evento para compreender, sobretudo, as dinâmicas obscuras entre os vértices do Kremlin. Era um momento sombrio, crítico, perigoso tanto quanto o era a União Soviética.

 

Hoje, para mim, tudo mudou. Vejo a parada como um grande espetáculo sincero, respeitoso, sumamente edificante. Delicio-me com a beleza marcial dos soldados. Admiro a tecnologia bélica em metal verde que desfila em meio a rulos de tambores. Tenho prazer em ver a saliva na boca dos ocidentais que não se dão conta do significado do gesto Shoigu – que, tecnicamente, deveria ser budista – que quando passa diante do ícone da Virgem, tira o chapéu e faz o sinal da cruz.

 

Além disso, jatos supersônicos, produzidos inteiramente entre as fronteiras nacionais, rasgam os céus.

 

Vem-me à mente, sobretudo, o fato que não temos nada do tipo. Não apenas na Itália. Lembro-me das imagens dos pobres veteranos americanos da guerra do Iraque que, às vezes, fazem um desfile na Disneylândia durante o qual dão tchau vestidos nos seus uniformes ao lado de um cara com, na cabeça, uma enorme, inquietante máscara do Mickey.

 

E depois vejo todas aquelas bandeiras vermelhas. A foice e o martelo por todos os lados. Por décadas eles foram, para mim, anticomunista desde menininho, símbolos de perigo, de desconforto, de subdesenvolvimento, de falta de conhecimento. Aos poucos, essa percepção está mudando.

 

Porque a bandeira vermelha, a foice e o martelo não representam mais o comunismo. Não representam mais o triunfo de uma ideia materialista que cegamente busca submeter a História – representam o exato contrário. Representam uma força espiritual. Representam não ideias, mas almas – as de milhões de pessoas, mortas e vivas, que ainda se sentem unidas, e que, estamos começando a perceber, não têm planos de serem deletadas do mundo moderno.

 

O que a Rússia representa neste momento, com todos os seus símbolos antigos ou antiguíssimos, é, portanto, algo que não tem fronteiras geográficas.

 

Comecei a sentir que não tinha mais a repulsa diante da bandeira vermelha ao ver os tanques russos, sobre os quais ela é exposta junto à bandeira da Rússia Imperial do Czares.

 

A compreensão do que estava acontecendo foi imediata: na alma russa, a história sanguinária do dissídio entre os dois conceitos de estado, a monarquia imperial e o império soviético, foi reabsorvida em nome de algo de maior: a continuidade. A continuidade de alguma coisa de maior do que a catástrofe do século XX, algo de maior até mesmo do que a história.

 

O que pode ser maior do que a história? Respondemos: o espírito.

 

O espírito da Rússia manifesta-se aterrorizando o mundo moderno. O espírito é o que permite à Rússia prosseguir apesar do projeto infame de fazer com que ela se torne pária entre as nações: as sanções, os boicotes, as humilhações, o latrocínio de bilhões do Banco Central russo programado por Draghi, Yellen e Von der Leyen.

 

O espírito é o que permite discernir o Bem e o Mal: e, portanto, chamar os tatuados rúnicos pelo seu nome, isto é, nazistas.

 

O espírito é o que permite tomar decisões tão enormes quanto a da Operação Z.

 

A história advém do espírito, e não o contrário.

 

Do mesmo modo que a força advém da mente: se vocês quiserem ver o contrário, olhem para os nazistas que comandam a Ucrânia recusando quaisquer tipos de negociações, graças às armas que lhes estamos presenteando.

 

Do mesmo modo que a economia advém da política, os mercantes estão submissos aos poderes do Rei: e se vocês quiserem ver o contrário, olhem para a oligarquia ucraniana, que coloca no topo do Estado uma marionete, enquanto na Rússia de Putin espera-se que se tenha compreendido o que aconteceu com a vaidade oligárquica.

 

O espírito, não as seis mil ogivas nucleares, é o que, neste momento, faz da Rússia uma superpotência. A possibilidade de mandar jovens – infelizmente – rumo à morte sem lhes contar, assim como aconteceu com milhares de jovens americanos mortos em meio a desertos e colinas estéreis, mentiras colossais ditadas por interesses econômicos e políticos imorais e sanguinários.

 

O espírito, não os salários e o ódio exotérico, é o que mantém unido um grupo humano. Para além do Estado, a comunhão das almas. Para além do voto, a oração.

 

Isso tornou-se lucidamente visível para mim no caso da babushka [vovó em russo; n.d.t.] que empunhava, justamente ela, a bandeira vermelha. Tenham em mente: aquela velhinha que sai de casa para cumprimentar os soldados achando que fossem russos, mas que, em vez disso, eram ucranianos, e, portanto, rejeita a comida que lhe oferecem quando os vê pisoteando a bandeira vermelha.

 

«Isso que você está pisoteando é a bandeira pela qual os meus pais morreram»…

 

Neste momento, a babushka Z já tem, na Rússia, monumentos e obras de arte que a retratam. A profundeza da sua história, expressada em um vídeo de menos de um minuto, foi instantaneamente compreendida por milhões de pessoas.

 

Renovatio 21 escreveu sobre o assunto e ainda legendou o vídeo [em italiano; n.d.t.] que os ucranianos, em um gesto que demonstra total falta de espírito, tinham colocado na internet.

 

 

Não percebi imediatamente o que verdadeiramente me tinha tocado nessa cena. Revendo-a, entendi.

 

É aquilo que, flamulando a bandeira vermelha, a vovozinha – tecnicamente ucraniana – tinha dito enquanto ia em direção aos soldados ucranianos que ela pensava fossem russos.

 

«Oramos por vocês, por Putin e por todo o nosso povo».

 

Orações. Ela falava de algo que não é ideologia, não é materialismo, não é nacionalismo. Ela falava do espírito.

 

Pensem sobre isso: o que a vovozinha parece dizer é que, por anos, enquanto conservava ao seu lado a sua bandeira vermelha, ela e os seus familiares, como se estivessem em uma catacumba ucraniana, oravam.

 

Não apenas oravam: eles ainda o relatam àqueles que criam ser os seus libertadores. O soldado ucraniano não é capaz de entender: e, de fato, zomba, faz bullying, humilha, ultraja símbolos e pessoas – longe da via do espírito e de sua força infinita, que pode viver e multiplicar-se dentro dos rosários de uma velhinha.

 

Essa é, em última análise, a raiz do conflito em curso.

 

De um lado, o mundo dos bancos e da vigilância total, do homem-máquina e da pornografia alfanumérica, dos servos neonazistas do Grande Reset.

 

Do outro, a humanidade que se recusa a ceder, se recusa a parar de orar, se recusa a se separar do espírito.

 

Porque longe do caminho do espírito, estamos vendo o que pode acontecer aos seres humanos. Mentiras. Torturas e assassinatos de indefesos. Traições. Mães que são ridicularizadas pela morte do filho. Crueldade. Paganismo. Canibalismo.

 

É aí que mora o fim do Logos; eis o homem que se tornou besta e marionete, alimento para demônios e objeto de sacrifício pelo Nada.

 

Longe do espírito, há o colapso da Civilização.

 

Aqui está o porque a bandeira vermelha hoje representa uma outra coisa, e fala de um mundo que deve ser protegido, e não resetado; amado, e não destruído. Um mundo pelo qual rezar para Deus sem nunca cogitar ocupar o Seu lugar. Um mundo pelo qual nunca podemos nos cansar de orar para que Deus o salve.

 

As vovozinhas que ainda rezam são talvez a maior vitória que a Rússia deve celebrar.

 

Eis porque a bandeira vermelha do espírito, no final, triunfará.

 

 

Roberto Dal Bosco

 

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin, cujas opiniões pessoais não coincidem necessariamente com aquelas expressadas neste artigo.

 

 

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Moeda digital chinesa «cancerígena para o ocidente»

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O investidor texano Kyle Bass é conhecido pela sua abordagem bastante crítica da República Popular da China e de sua estratégia de dominação econômica.

 

O site antichinês Epoch Times fez uma longa entrevista com ele sobre o estado atual da situação entre Pequim e Washington.

 

Particularmente, Bass fixou sua atenção às ambições do Partido Comunista Chines de lançar uma moeda digital estatal.

«Creio que a adoção da moeda digital do Banco Central deles seja cancerígena para o ocidente».

 

«Creio que a adoção da moeda digital do Banco Central deles seja cancerígena para o ocidente», disse Bass. «É a adoção do acúmulo tecnológico chinês; tem uma mente própria».

 

As palavras de Bass trazem de volta à tona a colossal infraestrutura de vigilância implementada pelos chineses nos últimos anos.

 

«O projeto deles sobre dados dos cidadãos interage com o lançamento da CBDC [a moeda eletrônica chinesa; n.d.r.]; eles serão capazes de corromper indivíduos além da competência dos reguladores bancários ou da supervisão normativa soberana. Portanto, será um “mundo novo” para o Partido Comunista Chinês, que é conhecido por corromper, roubar, constranger e fazer tudo o que eles fazem enquanto circulam pelo mundo».

 

Tratar-se-ia, portanto, da criação de um canal infalível para o aumento da influência chinesa no mundo.

«O projeto deles sobre dados dos cidadãos interage com o lançamento da CBDC [a moeda eletrônica chinesa; n.d.r.]; eles serão capazes de corromper indivíduos além da competência dos reguladores bancários ou da supervisão normativa soberana

 

«Isso dá-lhes a possibilidade de ter acesso direto às pessoas, o que é um grande problema. Portanto, creio que não possamos permiti-lo. Creio que seja cancerígeno. Não se pode ter um porquinho de câncer: ou você tem câncer ou não o tem. E, portanto, devemos falar sobre o lançamento da CBDC e do motivo pelo qual é tão importante compreendê-lo no contexto da grande estratégia chinesa».

 

Conforme reportado pela Renovatio 21, não é a primeira vez que Kyle Bass soa o alarme sobre o perigo extremo representado por uma moeda digital chinesa.

«Será um “mundo novo” para o Partido Comunista Chinês, que é conhecido por corromper, roubar, constranger e fazer tudo o que eles fazem enquanto circulam pelo mundo»

 

«Imaginem uma moeda que tem praticamente uma mente própria… conhece os dados da sua conta, conhece a sua data de nascimento, o seu número de previdência social, sabe onde você mora» e exatamente o que você gosta de comprar, ele tinha declarado alguns meses atrás, lembrando como todo esse volume de dados poderá ir parar nas mãos do Partido Comunista Chinês.

 

«Acho que o renminbi digital é a maior ameaça para o mundo de hoje», ele dissera em uma outra entrevista para a Epoch Times.

 

«Acho que vocês vê-los-ão lançar uma moeda digital do Banco Central Chinês, o yuan digital. Acho que isso é um cavalo de troia digital», ele tinha preconizado. 

 

Um ano atrás ele tinha predito que Pequim teria dado um «sumiço» no fundador do megaportal de ecommerce Alibaba, Jack Ma, em menos de um ano: uma previsão pontualmente verificada.

«Isso dá-lhes a possibilidade de ter acesso direto às pessoas, o que é um grande problema. Portanto, creio que não possamos permiti-lo»

 

O banqueiro do Texas disse no último verão [do hemisfério norte; n.d.t.] que a saída dos EUA do Afeganistão constituiria uma grande ocasião para a China, que já extraía minerais raros naquele país, um elemento de vital importância para a indústria mundial do qual Pequim se apressa em virar monopolista.

 

Como reportado pela Renovatio 21, recentemente Bass levantou a hipótese segundo a qual a queda de grandes empresas chinesas como a Evergrande seria «pilotada» por Xi Jinping para abaixar o preço das casas e evitar um choque sistêmico que não poder-se-ia enfrentar.

 

Estaria em curso, portanto, uma contenção do crescimento econômico chinês: «neste momento», disse Bass, todos aqueles que creem que a China crescerá infinitamente no ritmo de 6% ao ano «estão redondamente enganados».

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin, cujas opiniões pessoais não coincidem necessariamente com aquelas expressadas neste artigo.

 

 

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