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Nova Ordem Mundial, matriz anticristã, sacrifício dos inocentes. Renovatio 21 entrevista o Arcebisbo Carlo Maria Viganò

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O Monsenhor Carlo Maria Viganò concedeu ao fundador de Renovatio 21, Roberto Dal Bosco, esta entrevista exclusiva. Vossa Excelência respondeu às perguntas com a habitual generosidade e precisão. Como se sabe, nos últimos dias os ataques públicos a Monsenhor Viganò intensificaram-se.  Pedimos a todos os nossos leitores para que rezem pelo Arcebispo: ele é uma claríssima, fundamental voz de razão em meio à tempestade que estamos atravessando.

 

 

 

Houve um tempo no qual os temas dos quais fala Vossa Excelência – como, por exemplo, o advento de uma Nova Ordem Mundial de matriz anticristã – eram debatidos ao interno dos muros do Vaticano?

 

Uma sociedade que não se protege contra aqueles que a ameaçam está destinada à extinção, assim como um corpo que não se defende de uma doença é atacado e morre. Por esse motivo a Igreja Católica sempre preocupou-se seja em extirpar as ameaças internas seja em prevenir e combater aquelas externas. Por outro lado, nenhum bom governante colocaria em perigo os próprios cidadãos sabendo que existe um poder oculto que projeta um golpe de estado ou que busca infiltrar espiões.

 

A Nova Ordem Mundial é uma ameaça gravíssima tanto ao estado quanto à Igreja, porque ambos são inimigos que devem ser abatidos, com vistas à instauração de uma República Universal e de uma Igreja da Humanidade, ambas de matriz anticristã.

A Nova Ordem Mundial é uma ameaça gravíssima tanto ao estado quanto à Igreja, porque ambos são inimigos que devem ser abatidos, com vistas à instauração de uma República Universal e de uma Igreja da Humanidade, ambas de matriz anticristã: a República Universal é a negação da Realeza social de Nosso Senhor e do próprio pacto social; a Igreja da Humanidade é a negação da necessidade de Redenção e da unicidade da verdadeira Religião.

 

Já há mais de um século que a Maçonaria combate uma batalha contra o Estado e contra a Igreja, e até o momento em que os poderes civil e eclesiástico mantiveram-se fiéis às suas missões – ou seja, aquele garantir paz, ordem e prosperidade aos cidadãos, este a unidade na Fé e salvação eterna da almas – adotaram todas as medidas para impedir que essa seita alcançasse o seu objetivo. Mas no decorrer desses três séculos, grande parte dos Estados renderam-se e aceitaram os princípios maçônicos nas próprias constituições, enquanto a Igreja resistiu até 1962, quando esses princípios, até então condenados, foram institucionalizados também por seus Pastores.

 

É impossível não perceber nessa rendição incondicionada ao inimigo uma verdadeira traição, tanto por parte das autoridades civis quanto por aquela eclesiástica. Ecumenismo e colegialidade são a prova desse câncer no corpo eclesial, que pressagiam a «igreja da Humanidade» sugerida nas Constituições da Framaçonaria pelo menos desde de 1864. (1)

 

 

Existe ainda alguma parcela do corpo eclesial que conserva essa visão?

 

Existe um pusillus grex que combate para defender o reduto dos ataques internos e externos: a sua exiguidade numérica, aos olhos de Deus, demonstra inequivocavelmente que a vitória é possível somente com a potente intervenção do Senhor.

 

Quem, de má-fé, minimiza a ameaça representada pela maçonaria e, ao contrário, encoraja uma colaboração com os seus ideais revolucionários se revela um inimigo da Igreja e cúmplice da elite globalista. E não se trata somente de não beligerância com um potente inimigo, mas de uma verdadeira desertação da Hierarquia, unida à cumplicidade mais abjeta e à traição de Deus e dos fiéis.

Quem, de boa fé, acreditava que a Maçonaria não representasse uma ameaça à sociedade e uma inimiga jurada da Igreja hoje é capaz de compreender que foi enganado. Mas essa ciência, ainda que tardia, deve traduzir-se em uma ação concreta: os Padres devem resguardar os seus rebanhos, denunciar os planos da seita, exercer uma obra de formação e exercitar o próprio papel de defensores da Igreja.

 

Por esse motivo julgo positivamente as palavras pronunciadas pelo Presidente da Conferência Episcopal Americana, Monsenhor Gomez, a respeito da «elite globalista anticristã» (2).  Espero que as repita durante o plenário da Conferência episcopal americana reunida próprio nestes dias em Baltimore: às palavras devem seguir os fatos, porque estar ciente de que o rebanho está sendo ameaçado por lobos e não trancar o estábulo e afastar as bestas ferozes seria ainda mais grave.

 

Vice-versa quem, de má-fé, minimiza a ameaça representada pela maçonaria e, ao contrário, encoraja uma colaboração com os seus ideais revolucionários se revela um inimigo da Igreja e cúmplice da elite globalista. E não se trata somente de não beligerância com um potente inimigo, mas de uma verdadeira desertação da Hierarquia, unida à cumplicidade mais abjeta e à traição de Deus e dos fiéis. Assistir a Bergoglio recebendo no Vaticano os expoentes do Council for Inclusive Capitalism e sendo nomeado «guia moral» das famílias da alta finança pertencentes à cúpula maçônica torna evidente a medida da apostasia que parte do vértice da própria Igreja, em face a qual os fiéis ficam escandalizados.

 

 

A maior dor dos católicos neste momento é o fato de que devem travar uma batalha não juntos às instituições eclesiais, e nem apenas sem elas: parece que deve-se travar uma batalha «contra», porque o catolicismo institucional demonstra ter-se tornado um verdadeiro grande motor da opressão social e biológica em curso. Como os católicos podem pensar em uma mudança espiritual sem terem os Bispos ao seu lado?

 

Um rebanho sem pastor dispersa-se facilmente, sobretudo se está sem assediado por lobos. A Providência permite que os católicos atravessem um período de crise na Igreja, abandonados pelos seus bispos ou até mesmo sendo perseguidos por eles. Os casos de sacerdotes afastados pelo estado clerical porque não dobraram-se às imposições de Santa Marta são cada vez mais numerosos. Mas a falta de iniciativa da autoridades – pelo contrário: a sua genuína traição e subserviência ao inimigo – não pode ser definitiva, porque uma sociedade não pode sustentar-se sem que exista uma autoridade que a governe; uma autoridade que não é fruto do consenso dos governados, mas uma expressão vicária da autoridade de Jesus Cristo, Chefe do Corpo Místico.

 

A falta de iniciativa da autoridades – pelo contrário: a sua genuína traição e subserviência ao inimigo – não pode ser definitiva, porque uma sociedade não pode sustentar-se sem que exista uma autoridade que a governe; uma autoridade que não é fruto do consenso dos governados, mas uma expressão vicária da autoridade de Jesus Cristo, Chefe do Corpo Místico.

A mudança determinante para uma restauração da Igreja deve portanto necessariamente partir dos seus vértices, do Pontífice Romano e dos Bispos, e até quando isso não acontecer resta aos fiéis somente rezar, fazer penitência e opor uma firme resistência aos abusos de quem exercita o poder pela finalidade oposta àquela pela qual foi instituído por Deus.

 

E para que não exista nenhuma forma de apoio as iniciativas da parte corrompida da instituição, os fiéis devem privá-la de quaisquer formas de financiamento, direcionando as suas ofertas à parte sã da Igreja, de modo a assegurar ajuda às famílias, aos sacerdotes e às Comunidades religiosas perseguidas.

 

 

Algumas semanas atrás, um membro da Guarda Suíça Vaticana que foi demitido após recusar-se a submeter-se ao soro mRNA disse-nos que, segundo ele, a rigorosa obrigatoriedade vacinal imposta no Vaticano poderia dever-se ao fato de que almeja-se fazer daquele pequeno país um exemplo mundial – assim como Israel, deve-se salientar. Perguntamo-nos: um exemplo a quem? Quem é o espectador máximo a que está buscando-se satisfazer ao tornar-se «exemplo» de totalitarismo vacinal?

 

Está claro: a quem Bergoglio quer comprazer e aos quais não falha em dar públicas demonstrações de obediente submissão são aqueles que desde o caso das famosas correspondências de John Podesta projetavam expulsar Bento XVI do papado, dar início a uma «primavera da Igreja» e eleger um fantoche que levasse a cabo esta revolução; nem mais nem menos do que aquilo que posteriormente vimos acontecer nos EUA com a colossal fraude eleitoral com prejuízo ao Presidente Trump que levou John Biden à Casa Branca.

 

Certamente o inquilino de Santa Marta coloca-se hoje como candidato à presidência da Religião Mundial, como almejado pela Maçonaria e planejado pela Nova Ordem; ou pelo menos como aquele que introduziu no Sagrado Colégio o futuro membro elegível ao papado que exercerá essa função.

A servidão de Bergoglio à ideologia globalista é tão escandalosa ao ponto de poder ser compreendida pelos fiéis comuns, os quais em virtude do sensus Fidei entendem a índole eversiva deste «pontificado» e refugiam-se na ideia de que Bento XVI seja o verdadeiro Papa.

 

Certamente o inquilino de Santa Marta coloca-se hoje como candidato à presidência da Religião Mundial, como almejado pela Maçonaria e planejado pela Nova Ordem; ou pelo menos como aquele que introduziu no Sagrado Colégio o futuro membro elegível ao papado que exercerá essa função.

 

 

Em 2009, na encíclica Caritas in Veritate, Bento XVI falou com veemência contra o uso de embriões sacrificados pela ciência: «sacrificam-se embriões humanos pela pesquisa, o senso comum acaba perdendo o conceito de ecologia humana». Como é possível que após um punhado de anos tenhamos chegado a uma Igreja que vira completamente de ponta-cabeça esses conceitos, ao ponto de demitir aqueles que recusam as vacina elaboradas exatamente a partir do sacrifício de seres humanos?

 

A Igreja não modificou a sua doutrina, e nem poderia fazê-lo. Isto a que estamos assistindo é a finalização de um percurso de várias décadas, do qual – sinto dizê-lo – não foi poupado nem mesmo Bento XVI.

 

O conceito de «ecologia humana», somente pelo modo no qual é expressado, revela uma linguagem profana, na qual falta a potência e a eficácia de uma visão totalmente sobrenatural. Os embriões humanos não devem ser sacrificados porque são criaturas desejadas por Deus, aos quais Ele dignificou-se em dar a vida para que Lhe rendam glória e, renascidos no Batismo, possam participar da Sua visão beata no Céu.

A Igreja não modificou a sua doutrina, e nem poderia fazê-lo. Isto a que estamos assistindo é a finalização de um percurso de várias décadas, do qual – sinto dizê-lo – não foi poupado nem mesmo Bento XVI.

 

Ter colocado de escanteio, desdo o Concílio, a linguagem inequivocavelmente católica do Magistério resultou em um enfraquecimento do ensinamento da Igreja, que inexoravelmente levou à atual deriva doutrinal e moral.

 

Existe, além disso, uma espécie de sentimento de inadequação, nos Padres, perante à ciência,  quase como se eles não pudessem dar respostas válidas e autorizadas em um campo que consideram erradamente externo. Mas, ao considerarmos que Deus é o autor tanto da Fé quanto «de todas as coisas visíveis e invisíveis», conforme recitamos no Credo, torna-se incompreensível o receio deles, que pressupõe uma contraposição que não faz sentido ontologicamente. 

 

É significativo que se demonstre tamanho desânimo ao defender a vida, o qual desaparece completamente quando chega a hora de propagandear as teorias mais sem sentido e anticientíficas a respeito das mudanças climáticas: nesse caso, estranhamente, a Hierarquia fornece bases doutrinais ao ecologismo neomalthusiano e à petulante e infantil choradeira ambientalista da moça de 19 anos, Greta Thunberg, perante a qual «tremem os poderosos» que a financiam; e Bergoglio chega ao ponto de falar em «grito da Mãe Terra», cultuando o ídolo da Pachamama. 

 

 

Com Ratzinger ainda no pontificado, segundo Vossa Excelência teríamos visto as coisas pelas quais passamos neste biênio pandêmico?

 

Bento XVI não teria acumpliciado-se com este crime contra Deus, contra a Igreja e contra a humanidade.

Bento XVI não teria acumpliciado-se com este crime contra Deus, contra a Igreja e contra a humanidade.

 

Creio que não teria submetido-se a fazer um papel de figurante na grotesca farsa da pandemia; certamente não o teríamos visto, assim como vimos Bergoglio, apoiar a narrativa pandêmica nem posar de camelô de vacinas.

 

 

Os movimentos pró-vida mais ou menos conectados a Dioceses e Conferências Episcopais sempre ignoraram temas como o uso de fetos e embriões pela ciência, indústria farmacêutica e cosmética – isso para não falar na reprodução artificial, heteróloga ou não, que pode matar dezenas de embriões para cada criança obtida com a proveta, ao ponto em que mais seres humanos são trucidados em decorrência da fertilização in vitro do que pelo aborto. Como foi possível esse silêncio?

 

Os Padres aceitaram passivamente, desde os anos 60, a inferioridade moral da Religião revelada perante à modernidade, ao progressismo, ao cientificismo, às instâncias do mundo secularizado e anticristão. Assim como ocorreu na política, em que uma direita já embebida de princípios liberais e ressurgimentais deixou-se-lhe impor a herança moral do Fascismo e do Nazismo, sem que o mesmo tenha acontecido com a esquerda e o comunismo. 

 

Mas esse senso de inferioridade – que desde sempre os inimigos buscaram incutir nos católicos rotulando-os como retrógrados e antimodernistas – foi aceito pelos Bispos e consequentemente pelo Clero e pelos laicos não apenas porque eles não tinham-se atualizado acerca dos desdobramentos da pesquisa médica, mas porque desdo o Concílio Vaticano II esqueceram-se da dimensão sobrenatural do papel deles e – coisa inda mais grave – da vida interior e da assiduidade que por si alimenta a Fé e o Ministério.

 

 

Os Padres aceitaram passivamente, desde os anos 60, a inferioridade moral da Religião revelada perante à modernidade, ao progressismo, ao cientificismo, às instâncias do mundo secularizado e anticristão.

O diálogo com o mundo não converteu a Deus quem Lhe era afastado, mas, pelo contrário, afastou Dele aqueles que Lhe eram próximos, dispersando-os em uma sociedade secularizada, cada vez mais anticatólica e anticristã. Dialogar com o mundo tornou-se sinônimo de querer falar a sua língua, aceitar a sua mentalidade, renegando a nossa condição «exsules filii Evae in hac lacrimarum valle».

 

Temos Bispos e sacerdotes que não rezam mais, especialmente se encontram-se frente ao tabernáculo, e que consideram-se gerentes de uma empresa ou funcionários de uma instituição.

 

Temos Bispos que não recitam o Breviário, que não celebram a Missa diariamente, que não fazem mais nem meditação nem exame de consciência. E com a perda do espírito de oração, o recolhimento interior necessário, adquirem o espírito do mundo e a dissipação que necessariamente o sucede. 

 

E se segue-se o mundo, acabam por considerarem-se inadequados às suas exigências e às suas reivindicações; se não acredita-se que seja o mundo quem deve ajoelhar-se perante à Majestade de Cristo, mas a Igreja quem deve prostrar-se às suas máximas, como podemos fingir que a Hierarquia ouse colocar-se contra aquilo que maximante constitui a essência satânica dele, ou seja, o sacrifício e a corrupção dos inocentes?

Falar com eles a respeito dos fetos utilizados na indústria cosmética ou nas supostas vacinas não os escandaliza, porque consideram-se pessoas tolerantes, e o objetivo de suas vidas não é converter as almas a Cristo, mas tornarem-se camuflados o máximo possível e sobretudo «no ritmo destes tempos». Isso traduz-se em uma corrida desajeitada atrás dos passos do mundo, em um desejo de satisfazê-lo, em adular o seu espírito, em silenciar os seus desvios e culpas: o contrário daquilo que deve fazer quem é constituído pelo Nosso Senhor como pastor e guia, não como tolo seguidor.

 

E se segue-se o mundo, acabam por considerarem-se inadequados às suas exigências e às suas reivindicações; se não acredita-se que seja o mundo quem deve ajoelhar-se perante à Majestade de Cristo, mas a Igreja quem deve prostrar-se às suas máximas, como podemos fingir que a Hierarquia ouse colocar-se contra aquilo que maximamente constitui a essência satânica dele, ou seja, o sacrifício e a corrupção dos inocentes?

 

 

Os movimentos pró-vida oficiais ignoraram temas ainda mais urgentes, como a predação de órgãos com o coração ainda batendo, que está acontecendo neste momento nos hospitais brasileiros e italianos. Podemos dizer, portanto, que as batalhas contra o aborto sejam em última análise armas de distração de massa para os católicos, enquanto uma cultura da morte bem mais difusa (da qual o aborto é somente uma mínima fração) era instalada no sistema?

 

A legitimação do aborto foi um passo obrigatório, após o divórcio, para a destruição da sociedade cristã: o ódio da Maçonaria contra a família forma uma unidade com o seu ódio contra Deus e a Igreja. Uma vez que tenha-se infringido o princípio de inviolabilidade da vida, nada impede de usar os fetos abortados ou as pessoas assassinadas através da eutanásia para a predação de órgãos, para a venda à indústria farmacêutica, para a produção de vacinas ou cosméticos, para fertilizar os campos. 

 

Mas se os médicos católicos denunciaram esses horrores, devemos reconhecer que a Hierarquia demonstrou mais uma vez a própria covardia perante a questões que na sociedade secularizada são consideradas marginalizadas e irrelevantes, ou que são varridas para debaixo do tapete como teorias da conspiração.

 

Se o aborto não tivesse sido legalizado, o uso de fetos abortados não seria possível, e seria possível colocar um freio na predação de órgãos para a indústria dos transplantes ou para a pesquisa. Mas quem deu liberdade aos católicos empenhados na política, senão a ideologia do Vaticano II e o diálogo com o mundo tanto almejado por Paulo VI?

A legitimação do aborto foi um passo obrigatório, após o divórcio, para a destruição da sociedade cristã: o ódio da Maçonaria contra a família forma uma unidade com o seu ódio contra Deus e a Igreja. Uma vez que tenha-se infringido o princípio de inviolabilidade da vida, nada impede de usar os fetos abortados ou as pessoas assassinadas através da eutanásia para a predação de órgãos, para a venda à indústria farmacêutica, para a produção de vacinas ou cosméticos, para fertilizar os campos. 

 

Quem não se opõe à monstruosidade infernal dessas aberrações demonstra não somente não ter Fé, mas também de ser desprovido de Caridade: porque a Caridade é a virtude que nos leva a amar a Deus por como Ele é, e o próximo por amor Dele.

 

Se não ama-se Deus, se não O se ama na Sua divina essência e nas Suas perfeições, se acredita-se tolamente de poder calar a Palavra para não ofender quem está afastado Dele, o amor ao próximo também desaparece, e com ele o respeito pela vida natural e mais precedentemente aquela sobrenatural.

 

 

E a eutanásia? Como é possível que esteja para ser votada na Itália uma lei que tornaria lícito o homicídio de quem consentir (algo que não tem mais a ver nem mesmo com a «doce morte») sem que haja uma oposição católica articulada?

 

O problema é sempre o mesmo: quem serve ao mundo não pode servir ao mesmo tempo a Deus, e quem quer agradar a Deus não pode agradar ao mundo.

Se o aborto não tivesse sido legalizado, o uso de fetos abortados não seria possível, e seria possível colocar um freio na predação de órgãos para a indústria dos transplantes ou para a pesquisa. 

 

O silêncio condenável da Hierarquia perante à legalização do suicídio demonstra a sua total inadequação para o papel que exerce, a tola cumplicidade de quem cala-se porque está sendo chantageado, a velhaca cortesia de quem espera obter alguma vantagem através da traição.

 

 

Existe alguma relação entre todo esse gigantesco projeto de morte e a guerra travada por Bergoglio contra as Missas de rito antigo?

 

A guerra de Bergoglio contra à Missa católica é a necessária consequência de uma ação coerente com a inteira configuração do seu «pontificado».

 

A Missa de São Pio V exprime a Fé da Igreja de Cristo, sem equívocos, sem lero-leros, sem censuras. É o canto da Noiva apaixonada pelo Noivo divino, que não conhece mentiras nem compromissos escusos. 

 

A liturgia reformada expressa em vez disso uma outra fé, é voz de uma outra religião, de uma outra eclesiologia, algo de humano que deseja ser sacro e profano ao mesmo tempo, como uma mulher transviada que quer manter o marido em rédeas curtas enquanto dá umas olhadinhas para o amante. Por isso uma alma genuinamente católica não pode não reconhecer a neta superioridade da liturgia tridentina em relação a sua versão equivocada do Concílio.

Em quem conhece verdadeiramente o valor infinito do Santo Sacrifício da Missa e a sua «periculosidade» contra os planos infernais que estão concretizando-se, é inegável que exista o terror de vê-la novamente difundir-se entre os fiéis, porque o bem espiritual que ela traz à Igreja é um potente exorcismo contra os seus inimigos. Satanás odeia a Missa tradicional

 

Mas além disso, em quem conhece verdadeiramente o valor infinito do Santo Sacrifício da Missa e a sua «periculosidade» contra os planos infernais que estão concretizando-se, é inegável que exista o terror de vê-la novamente difundir-se entre os fiéis, porque o bem espiritual que ela traz à Igreja é um potente exorcismo contra os seus inimigos. Satanás odeia a Missa tradicional, assim como odeia a Confissão dos pecadores, a Comunhão recebida com as devidas disposições, a oração do Rosário, a água benta, o som dos sinos, os Sacramentos em geral. Não é um acaso que a pandemia tenha retirado as fontes de água benta, tenha dizimado a frequência dos Sacramentos, tenha deixado morrer sem a assistência de um sacerdote tantas almas.

 

Retornamos sempre ao mesmo ponto: somente quem é incrédulo é capaz de consentir que em um momento de crise se prive os fiéis das ajudas espirituais indispensáveis para encará-la; só quem está do lado do Inimigo pode deliberadamente impedi-las; e quem está com o Senhor sabe bem o quanto, em um mundo governado por Satanás, seja necessário fazer irromper a potência de Deus, a Graça veiculada pela Missa e pelos Sacramentos, a intercessão da Virgem Santíssima e de todos os Santos.

 

Evidentemente, quando prefere-se falar sobre «o respeito pela casa de todos» e sobre as mudanças climáticas em vez de gritar em cima dos telhados que a única salvação vem de Nosso Senhor Jesus Cristo, fez-se já a escolha de em que time quer-se jogar.

 

 

No dia 5 de novembro, no tabloide The Post internacional, foi publicado um dossiê intitulado  “Os Antivacinas de Deus”, de Giulia Cerino e Laura Maragnani, no qual foi dada uma versão tendenciosa e parcial do movimento tradicionalista católico e dos Prelados que o sustentam: é inútil dizer que Vossa Excelência foi pegado particularmente como alvo. Como você julga este crescente ataque a quem exprime divergência em relação à narrativa pandêmica e vacinal?

 

A inicial ridicularização do adversário, a sua patologização e a sua criminalização são parte da técnica testada e aprovada em todas as ditaduras, particularmente nas de cunho comunista, que normalmente conclui-se com a eliminação social e política. Deixando de lado as mentiras contra mim, lamento ver sendo atacados o Cardeal Burke, o Monsenhor Schneider e o Monsenhor Williamson, bons sacerdotes compelidos à catacumba por causa da apatia e pusilanimidade de seus padres, intelectuais e grupos de fiéis. Os únicos «bons» que merecem o apreço desse jornal são «papa Francisco» e um «Professor»: parece-me que esse fato dissipe quaisquer dúvidas a respeito da organicidade de ambos ao sistema.

 

Mas essas agressões baixas, essas acusações falsas e sem contraditório, nunca pouparam quem faz o bem, porque a perseguição faz parte do nosso cotidiano de Católicos em um mundo ímpio e anticristão. A operação de deslegitimização buscada pelo deep state contra quem exprime divergência com o sistema encontra perfeita correspondência com a deslegitimização que a deep church move contra os católicos refratários.

 

Causa perplexidade o fato de que muitos aceitem processos sumários por algo que constitui um direito inalienável. Considerar um crime a legítima decisão de não submeter-se à inoculação do soro genético experimental representa uma grave violação por parte de quem não aceita nenhum confronto e muito menos divergência, porque sabe muito bem que os argumentos científicos, jurídicos e de bom-senso banal mostram toda a incoerência e ilogicidade das suas posições. Portanto, na impossibilidade de argumentar, surge a necessidade de apelar à «fé na ciência», à superstição, desacreditando os prêmios Nobel e os verdadeiros cientistas.

 

 

Obrigado, Excelência, por ter respondido às nossas perguntas. O grupo Renovatio 21 e os nossos leitores rezam por Você.

 

 

Roberto Dal Bosco

 

 

NOTAS:

1) «Art. 7. A meta de seus trabalhos propõe-se em agrupar todos os homens livres em uma grande família, a qual possa e deva aos poucos suceder a todas as seitas, fundadas sobre a fé cega e a autoridade teocrática, a todos os cultos supersticiosos, intolerantes e inimigos entre si, para construir a verdadeira e única igreja da Humanidade». Veja: La Civiltà Cattolica, Anno XXXV, vol. VII, 1884, pág. 42.

 

2) Veja: https://www.renovatio21.com/larcivescovo-di-los-angeles-contro-lascesa-dellelite-globalista-anticristiana/

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin

 

Articolo originale pubblicato in italiano

 

 

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Green pass preparado antes do COVID. Para a tirania da UE

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O green pass foi preparado antes do COVID, da pandemia e do próprio green pass.

 

Isso mesmo, o green pass existia antes mesmo do próprio green pass. O green pass precede Wuhan e o mundo pandêmico.

 

Os jornalistas do portal La Verità Claudio Antonelli e Giulia Aranguena publicaram um outro artigo de suma importância no qual sondam a questão do app verde, de seus bancos de dados e de seus empregos futuros – e do oceano de política e burocracia europeia (sempre opaca, lamacenta) que presenciaram a sua criação. E muito antes que as pessoas começassem a tossir lá na China.

 

O green pass, escrevem os dois repórteres, está consentindo «pela primeira vez na história italiana e europeia a formação de um banco de dados de usuários (transformação dos cidadãos em perfis digitais) ao longo de um caminho baseado nos algoritmos da blockchain

Não se trata de uma análise ou hipótese: são fatos. O circuito eletrônico do green pass foi criado antes do COVID-19 para os mesmos fins para os quais serão empregados agora – fins que, nos dizem, foram suscitados pela pandemia.

 

Em vez disso, a impressão é que a digitalização da cidadania europeia – isto é, a instalação de uma plataforma de controle do indivíduo acompanhada da desmaterialização de muitas atividades – tenha sido pré-ordenada. 

 

O green pass, escrevem os dois repórteres, está consentindo «pela primeira vez na história italiana e europeia a formação de um banco de dados de usuários (transformação dos cidadãos em perfis digitais) ao longo de um caminho baseado nos algoritmos da blockchain.

 

Conforme destacamos muitas vezes, o primeiro grande passo que será possibilitado pelo processo de digitalização do qual o green pass é o kickstarter é o assim-chamado «euro digital». Uma moeda inteiramente eletrônica gerida nas carteiras eletrônicas dos cidadãos presentes no banco de dados do superestado Europeu.

Essa tecnologia, de fato, «é a mesma tecnologia que servirá para introduzir o euro digital ou desenvolver ferramentas de pagamento e rastreabilidade online.

 

Essa tecnologia, de fato, «é a mesma tecnologia que servirá para introduzir o euro digital ou desenvolver ferramentas de pagamento e rastreabilidade online. De fato, enquanto tal, o green pass, é o fator decisivo para a aceleração da digitalização intensiva deliberada pelas políticas de Bruxelas já antes da declaração do estado de pandemia pela OMS em março de 2020».

 

A tática teria emergido de um documento estratégico intitulado Modelar o futuro digital da Europa, de 19 de fevereiro de 2020. O texto se vale de um estudo publicado posteriormente no segundo semestre de 2020, Shaping the digital transformation, redigido pela McKinsey Global Institute, uma entidade fundada em 1900 que estuda as tendências econômicas globais e que é uma evidente emanação da McKinsey, multinacional do ramo de consultoria envolvida em vários escândalos, desde Enron à perseguição de dissidentes sauditas, etc. Está presente nas fileiras da McKinsey o atual secretário de transportes dos EUA, o bizarro Pete Buttigieg, um homossexual alugador de úteros filho do tradutor da obra de Gramsci nos EUA: após sua passagem por essa grande empresa, tornou-se oficial de inteligência da marinha dos EUA, tendo retornado ao Afeganistão, onde, na realidade, já tinha trabalhado para o colosso bilionário.

 

Tornemos ao documento. Em Modelar o futuro digital da Europa – reforçamos, publicado antes do morcego chinês – «podem ser encontradas as raízes do atual green pass».

 

«A EU, já em fevereiro de 2020, previa o recurso a uma verdadeira “identidade eletrônica (eID) pública e universalmente aceita”, embasada em um robusto sistema de infraestrutura, desenvolvida de acordo com um claro princípio de interoperabilidade dos padrões informáticos de dados e reforçada pela extensão, externamente aos serviços financeiros, daqueles presídios típicos do mundo financeiro da assim-chamada Psd2 (ou Diretiva sobre os Pagamentos), como os fatores de autenticação».

 

«A EU, já em fevereiro de 2020, previa o recurso a uma verdadeira “identidade eletrônica (eID) pública e universalmente aceita”, embasada em um robusto sistema de infraestrutura, desenvolvida de acordo com um claro princípio de interoperabilidade dos padrões informáticos de dados».

«Ela representa o pilar de uma inteira série de ações tidas como necessárias para guiar a “transição em direção a um planeta saudável e um novo mundo digital”», escreve La Verità. Em suma, trata-se de um plano para informatizar o mundo a partir de um sistema de identidade eletrônica que seja «pública e universalmente aceita» e, destacamos, sobretudo «universalmente aceita».

No documento declara-se que é necessário melhorar as «competências digitais dos cidadãos», trabalhar por um «aumento da conectividade» e até mesmo garantir «a soberania tecnológica europeia através de uma expressa política de controle dos dados», o quê, dito por quem tem relações com o Google, o Facebook, a Amazon, a Apple e até mesmo com a Huawei e seus sócios, suscita risos – particularmente se pensarmos à verde Irlanda (verde como certos dólares americanos).

 

De qualquer forma, no documento programático EU diz-se também que serão tomadas medidas para:

 

1) «Melhorar o processo de tomada de decisões público e privado» – aqui o significado nos escapa. Significa que a EU quer estabelecer como as entidades privadas devem estabelecer decisões? Talvez com a tecnologia? E o processo de deliberação público, deve ser estabelecido em consonância com a EU? Estariam referindo-se às eleições…?

O cidadão vira um usuário. O governo vira uma «plataforma». Essa é a digitalização final. A democracia vira um computador. As leis, a constituição, serão substituídas por um «código». E, se tiverem visto o filme Elysium, já podem imaginar a consequência: quem controla o sistema operacional controla o país, controla a realidade.

 

2) «Evitar «tentativas de manipulação do espaço da informação» – estariam, por acaso, falando de purgação das fake news? Hackers russos? Troll farm na Macedônia? Renovatio 21 banida definitivamente?

 

3)«Apoiar o green deal monitorando onde e quando tem maior demanda de energia elétrica» – aqui inicia o discurso do green deal europeu, sobre o qual temos publicado muitos artigos. Para resumir, basta que vocês vejam os rios de estudos produzidos e os encontros políticos de altíssimo nível para dar suporte à criatura artificial Greta Thunberg: indo um pouco mais além, garantimos a vocês que o próximo lockdown, agora que já demos o nosso consentimento àquele pandêmico, será um lockdown «climático».

 

4)«Modernizar a estrutura econômica e financiária, e criar um «espaço europeu de dados sanitários» – isto é, parece que entendemos, criar um grande banco de dados com informações biológicas e ao mesmo tempo agilizar o desenvolvimento da infraestrutura das transações, tornando assim ainda mais fluído, veloz e transparente o circuito do dinheiro.

 

«O X da questão está na potencialidade impetuosa da transformação da identidade pessoal em identidade pública digital».

Mas não é só isso. A EU se põe vários planos de ação, como por exemplo «para a democracia europeia voltada a melhorar a resiliência dos nossos sistemas democráticos», sustentar o pluralismo da mídia, afrontar as ameaças de intervenções externas nas eleições europeias aplicando o voto eletrônico».

 

Resiliência dos sistemas democráticos, voto eletrônico, pluralismo da mídia… sim, Bruxelas quer nos dizer como devemos votar. Querem meter a mão, eletronicamente, na democracia.

 

E assim a Comissão preparou o plano digital para a próxima década – chamado «2030 digital compass» – o qual reformará as normas sobre a identificação eletrônica, que, no contexto europeu, chama-se eIDAS.

 

A eIDAS «será a espinha dorsal de uma série de ações de maciça informatização que serão feitas em todos os níveis, particularmente nos serviços públicos, os quais serão todos digitalizados».

 

Está sendo introduzida, portanto, «a redução dos cidadãos a meros utilizadores de serviços públicos ou privados prestados com os mesmos mecanismos do Web service e em plataformas nacionais sob estreito controle público, sobre os quais, com base no modelo do Government as platform

Mas não acaba aí: «a relação com o green pass é evidente também nas características do novo sistema de identidade eletrônica eIDAS, focado na criação de carteiras europeias de identidade digital, isto é, de certificações de credenciais pessoais que deverão ser mantidas em wallets dotados de forte criptografia sob forma de QR Code – capazes de conectar as identidades digitais nacionais dos usuários à prova de outros atributos pessoais (como por exemplo a conta bancária, os títulos de estudos, etc.), o quê consentirá a perfeita sobreponibilidade com a substância informática e jurídica do green pass».

 

Antonelli e Aranguena indicam que um dos problemas (provavelmente o motivo pelo qual ainda ninguém tenha percebido nada) é a voluntária obstinação em manter tênue o nível da discussão pública. «O X da questão está na potencialidade impetuosa da transformação da identidade pessoal em identidade pública digital».

 

Está sendo introduzida, portanto, «a redução dos cidadãos a meros utilizadores de serviços públicos ou privados prestados com os mesmos mecanismos do Web service e em plataformas nacionais sob estreito controle público, sobre os quais, com base no modelo do Government as platform, em setores considerados estratégicos, poderá incidir um compartilhamento de dados sanitários e a respectiva identificação pessoal também para outras formas de “emprego” (transporte, serviços financeiros, educação, etc.)».

 

Graças a vírus, vacinas e quarentenas, a plataforma da grande tirania eletrônica já está rodando nos nossos smartphones.

O cidadão vira um usuário (e por isso já faz tempo que repetimos que o Facebook é um presságio da sociedade distópica que nos aguarda).

 

O governo vira uma «plataforma». Essa é a digitalização final. A democracia vira um computador. As leis, a constituição, serão substituídas por um «código». E, se tiverem visto o filme Elysium, já podem imaginar a consequência: quem controla o sistema operacional controla o país, controla a realidade.

 

O pesadelo digital do green pass não diz respeito ao COVID; ele é na realidade um plano bastante precedente a ele. A pandemia somente acelerou o seu andamento: foi a coisa certa no momento certo para o Grande Reset da democracia, a instalação da tecnocracia totalitária mais assustadora já vista.

 

Graças a vírus, vacinas e quarentenas, a plataforma da grande tirania eletrônica já está rodando nos nossos smartphones.

 

 

Roberto Dal Bosco

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin

 

Articolo originale pubblicato in italiano

 

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Os homossexuais contra Duna

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Da

O filme campeão de bilheteria nesta desgraçada estação para as produções europeias, que foram golpeadas pela pandemia, é o colossal filme americano Duna. Estranhamente, ele estreou antes aqui na Itália do que nos EUA – talvez porque a nossa versão já estivesse pronta para o festival de Veneza, talvez porque intencionassem entender o efeito que o filme poderia ter. Ele estreará nas salas de cinema americanas praticamente junto ao seu lançamento no streaming da HBO.

 

Como sabido, Duna é a abreviação cinematográfica de um potente ciclo de romances de ficção científica escrito nos anos sessenta por Frank Herbert. A história, que fala de messias, impérios galácticos e de justiça para os povos oprimidos, tem conteúdos que o mundo hoje reconhece como «atuais», tais como um suposto ambientalismo de fundo, a justificativa da independência do terceiro mundo (o qual, todavia, precisa de um branco que o guie, no mais clássico estilo «white saviour complex») e a exploração das reservas energéticas. Na realidade, Herbert talvez tenha inspirado-se à questão árabe de seu tempo, tanto que alguns resíduos de seu vocabulário – a palavra jihad usada com uma acepção muito positiva – hoje soam bastante estranhos.

 

Esta versão mais recente do diretor Villeneuve, com o seu time de estrelas de Hollywood do momento, não é a primeira vez que Duna é levado às telas dos cinemas.

 

Nos anos setenta, o genial diretor-mago Alejandro Jodorowski já tinha tentado este empreendimento, tendo juntando um elenco que ia de Salvador Dalí a Orson Welles a Mick Jagger, com Pink Floyd na trilha sonora e os melhores artistas (Moebius, Giger) na cenografia.

 

O filme nunca foi realizado, apesar do investimento obsceno de alguns milhões de dólares – daquela época – para a pré-produção (Dalí, para virar o ator mais bem pago do mundo, queria 100 mil dólares por hora, contentaram-no…), todavia é reconhecido que o projeto tenha tido uma influência imane sobre o cinema, tendo lançado as bases para a produção de pedras miliares, como Guerra nas Estrelas e Alien, o Oitavo Passageiro.

 

Entretanto, se relevarmos as não inesquecíveis séries de TV produzidas no início dos anos 2000, o verdadeiro grande precedente é constituído pelo Duna de David Lynch, produzido por Dino De Laurentiis em 1984.

 

Trata-se de um filme ao qual quem cresceu nos anos 80 dificilmente não assistiu: foi um dos maiores colossos, em parte italiano, daquela época. Foi um fracasso e Lynch ainda hoje tem dificuldades de falar sobre o assunto em entrevistas. Os críticos vomitaram. O público desertou.

 

Este que vos escreve, em vez disso, considera-o uma obra prima. Tendo-o reassistido nestes últimos dias, percebi que a minha avaliação tem um motivo que vai bem além das saudades daqueles dias em que, seis anos atrás, fui levado a um cinema montanhês para assistir-lhe.

 

O filme é bizarríssimo. Permite escutar, continuamente, os pensamentos dos personagens, que em muitos casos são, de verdade, demasiado bidimensionais. Mas tudo se resume em imagens que conseguem ser obscuras e épicas.

 

Sobretudo, eu achava 40 anos atrás e continuo achando agora, tem uma coisa verdadeiramente bem sucedida no filme: os vilões.

 

A Casa Harkonnen, com o seu planeta noturno, as sujas arquiteturas gótico-industriais e os eternos cabelos ruivos, é praticamente perfeita. Tem um cruel barão Vladimir Harkonnen, o gordão voador, desfigurado por furúnculos e um sadismo sem limites. Tem Glossu Rabban, de corporatura endomórfica, sorriso diabólico e carnívoro ao ponto de beber até mesmo bebidas feitas de seres vivos espremidos. Tem Nefud, o incerto chefe das guardas do barão. Tem Feyd Rautha, atlético e calculista, não menos aterrador que o tio Vladimir.

 

Vem à tona agora que, nos últimos anos, por causa dos Harkonnen, a comunidade LGBT, perdão, dos homossexuais (no senso masculino), voltou-se contra esse filme. Note-se que a sigla LGBT é somente uma máscara estratégica para encobrir a agenda do grupo homo-masculino: as lésbicas, antes de terem sido instigadas, faziam as atividades delas, os transsexuais não têm peso verdadeiro e os bissexuais ninguém nunca os viu.

«O filme mais obscenamente homofóbico que eu já tenha visto».

 

Portanto: os homos declaram guerra a Duna.

 

Os motivos são exatamente as cenas e os personagens que impressionavam como exitosos por causa de sua vilania.

 

O historiador do cinema Robin Wood, no livro Hollywood from Vietnam to Reagan, define Duna como «o filme mais obscenamente homofóbico que eu já tenha visto». A referência é às cenas nas quais aparece o barão Harkonnen, particularmente uma das primeiras.

 

 

O barão Harkonnen assassina gratuitamente um personagem efebo que parece atiçar o seu desejo. Assim como, na cena em que é retratado um incesto homossexual, parece fixar o olhar com voluptuosidade no corpo seminu do sobrinho Feyd Rautha (interpretado por Sting, em um momento de índice de gordura corporal inferior a 10%), que sai de uma ducha gasosa.

 

 

Jogamos nesse caldeirão também a horrível misoginia, na cena em que se goza, dopo tê-lo premeditado por bastante tempo, de cuspir no rosto da esposa de seu rival enquanto esta está amarrada no chão (enquanto ele, por sua vez, se debate).

 

O estudioso acusa o filme de Lynch de «ter conseguido associar em uma única cena a homossexualidade à grosseria física, depravação moral, violência e doença».

 

Wood não está sozinho. O escritor gay Dennis Altman escreveu que o filme pode ser pego com uma ilustração de como no início dos anos 80 «os referimentos à AIDS começaram a penetrar na cultura popular… Terá sido mero acaso que no filme Duna o homossexual malvado tivesse pragas supurantes no rosto?»

O estudioso acusa o filme de Lynch de «ter conseguido associar em uma única cena a homossexualidade à grosseria física, depravação moral, violência e doença».

 

Sangue e furúnculos. Doença. Naquela época a AIDS era vista assim; muito além do que camisinha, lacinho vermelho, coquetéis antivirais pagos pelos contribuintes, solidariedade, etc.

 

Navegando pela internet, é possível ver que as manifestações sobre o tema são muitas: Duna homofóbico.

 

Um usuário do Reddit se pergunta se é verdade. Diz ter lido o livro, no qual, segundo ele, o barão poderia ser considerado, mais do que um homossexual, um pedófilo… Mas essa é uma discussão que, acreditamos, ninguém queira começar.

 

Outros usuários, em vez disso, encontraram uma citação no livro de Herbert O imperador-deus de Duna que parece explicar as escolhas criativas de Lynch:

 

«O homossexual, latente ou não, que mantém essa condição por razões que poder-se-iam definir puramente psicológicas, tende a deixar-se levar a comportamentos que causam dor, buscando-a para si e infligindo-a aos outros. Lord Leto diz que isso remonta ao comportamento de provação dos brancos pré-históricos».

«Os referimentos à AIDS começaram a penetrar na cultura popular… Terá sido mero acaso que no filme Duna o homossexual malvado tivesse pragas supurantes no rosto?».

 

Um outro responde que no mesmo romance, nas primeiras páginas, tinha um elogio aos homossexuais como bons soldados.

 

Em outros fóruns observam-se arranca-rabos.

 

«Na realidade Herbert ERA homofóbico. Na vida real praticamente renegou seu filho gay e no texto O imperador-deus ao qual se faz referimento ele cita especificamente a homossexualidade masculina como um motivo para NÃO usar (sic) tropas masculinas, já que, apesar de serem grandes guerreiros, os homossexuais fazem parte do deslocamento do sexo para a dor: se abandonam a comportamentos que causam dor».

 

Falando de uma passagem particular da história, o usuário escreve que «o personagem principal levanta a hipótese de que algumas tropas suicidas devam ser homossexuais como “Quando os humanos, por um motivo qualquer, viram terminais em relação à sobrevivência da espécie deles, é relativamente fácil empurrá-los em direção ao curto passo seguinte de querer morrer”».

 

É sabido que o viciozinho do barão Harkonnen, na sucessiva transposição a uma série de TV, é muito atenuado. Talvez imperceptível. Na prática, a saga continua no coração dos fãs e dos produtores cinematográficos, mas certas posições do criador do ciclo de romances, como posso dizer, podem ser desbotadas…

«Na realidade Herbert ERA homofóbico. Na vida real praticamente renegou seu filho gay»

 

O quê está em curso não é somente uma deshomofobização, mas a remoção de qualquer conteúdo mesmo que vagamente crítico à esfera LGBT: pensem aos ataques ao filme O Silêncio dos Inocentes (originalmente O Silêncio dos Cordeiros: os distribuidores tinham medo ferir a imagem da família Agnelli, ‘Cordeiros’, fundadora de FIAT) por causa do fato que o assassino tinha evidentes pulsões transexuais.

 

Está em andamento uma verdadeira homossexualização da cultura audiovisual, a começar pelos filmes para os jovens. Alguns meses atrás veio a revelação de que um dos personagens mais populares do universo Marvel (comprado e bombado com toda energia pela Disney), Loki, é bissexual. É interessante que tenham a necessidade de anunciá-lo apertis verbis ao seu público menor de idade.

 

Portanto, perguntamo-nos: quantos personagens gays teremos no novo filme Duna em cartaz? Nenhum? Ou o quadro ter-se-ia invertido e alguém do time de heróis da Casa Atreides, Deus tenha a alma de Herbert, teria saído do armário?

 

Timothée Chamalet, o protagonista, é o rapazinho que ficou famoso por ter interpretado o amante menor de idade de um professor americano que vai à Itália no filme Me Chame pelo Seu Nome. No Twitter, após a sua apresentação no Festival de Turim, o ator James Woods escreveu sobre a diferença de idade entre os amantes levantando a hashtag NAMBLA, a sigla da histórica organização defensora da pedofilia. 

 

A verdade é que não temos como sabê-lo. Porque, sem o green pass, não entraremos no cinema.

 

Ao contrário daqueles sortudos que, vacinados e com os seus certificados em mãos, poderão ir a uma sala semivazia curtir as aventuras dos Fremen, um povo objeto das barbaridades de um poder que o submete através da tecnologia e da crueldade de seus próprios barões.

 

Quem sabe a algum sortudo, ao abaixar a máscara para petiscar uma pipoca, esta história relembrará alguma coisa.

 

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin

 

Articolo originale pubblicato in italiano

 

 

Imagem de LSGC via Devianart publicada sob licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 3.0 Unported (CC BY-NC 3.0)

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Artigos em português

Quem vai pagar pelo pesadelo chinês? Uma leitora nos conta um sonho

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Da

 

 

Este site busca, entre outras coisas, fazer a crônica do século XXI.

 

A história do nosso tempo não é constituída somente de acontecimentos visíveis. O tecido da realidade é feito também de sonhos – e de pesadelos. Também deles, acreditamos, é necessário fazer a crônica. Neles, como sabemos, podem existir significados enormes, pode estar todo o significado do nosso tempo.

 

Por isso a Renovatio 21 nunca se absteve de publicar sonhos, particularmente aqueles do seu fundador.

 

Ora, intendemos falar sobre o sonho de uma de nossas leitoras, a qual, ontem, quis contar-no-lo. 

 

Chama-se B. e deseja permanecer em anonimato porque a sua visão sobre o quê está acontecendo poderia criar-lhe ulteriores problemas, os quais queremos evitar.

 

«Eu estava na China. Era eu, isto é, era uma outra pessoa: era uma estudante chinesa. Mas era eu. Em suma, era um sonho…»

 

B. tem vivido em Milão pelos últimos 20 anos. É formada. Ama viajar. Ama estudar. Ama tocar o seu instrumento musical. Ama dançar. Ama estar em companhia. Ama a vida.

 

Todavia, neste momento, está tomada de preocupação. Não tem nenhuma intenção de se vacinar, pelos motivos que vocês já podem imaginar.

 

Todos aos seu entorno querem empurrá-la à seringa. Praticamente todos os seus amigos já vacinaram-se. «Estou sozinha, estou circundada».

 

Até mesmo por parte de sua família houve episódios de incompreensão, os quais estão, entretanto, resolvendo-se. No trabalho, que por causa do lockdown diminuiu muito, recebeu um ultimato: ou se vacina ou não precisa mais voltar. De alguma maneira, nos diz, está procurando resolver isso também.

 

A sua vida mudou com a pandemia. Vive sozinha e, como todos sob o lockdown, não viu ninguém por semanas.

«Depois, em um certo momento, percebi que alguém estava escutando a nossa conversa. Percebi o perigo disso, mesmo se, na realidade, eu não estavisse dizendo nada de perigoso».

 

Nos primeiros dias de confinamento em 2020, quando o povo fugia da Estação de Trens Central de Milão e nas prisões observavam-se rebeliões banhadas a fogo e sangue, B. teve medo. Noticiamos esse fato: a Itália estava à beira do colapso e a criminalidade estava aproveitando disso. Logo após, incidentalmente, soltaram algumas centenas de chefes da máfia e a situação, que parecia tensa particularmente em Palermo e Nápoles, aparentemente acalmou-se.

 

(Por ter permitido que todo esse terror tenha propagado-se dentro de tantas mentes inocentes, alguém, em um certo ponto, terá de pagar – é possível imaginar um tribunal de Nuremberg da psique?)

 

B. segue a Renovatio 21 particularmente pelos artigos relacionados aos temas da vacinação e das políticas a esta anexas. Acreditamos que nem a geopolítica e nem a bioética interessem-lhe, portanto, é verossímil que ela nunca tenha prestado muita atenção às nossas (muitas) matérias sobre a China.

 

E mesmo assim o sonho começa ali.

 

«Eu estava na China. Era eu, ou melhor, eu era uma outra pessoa: era uma estudante chinesa. Mas era eu. Em suma, era um sonho…»

 

«Eu estava no aeroporto; estava junto a um grupo de pessoas; não estava fazendo nada específico; estava falando; estava batendo papo. Sobre o quê? Sobre nada em particular».

 

«Um homem chinês aproxima-se e nos interrompe. Diz-nos que não se podem dizer as coisas que estávamos dizendo. Eu digo-lhe que na nossa conversa não há nada de errado e que, portanto, somos livres para fazê-lo».

«Depois, em um certo momento, percebi que alguém estava escutando a nossa conversa. Percebi o perigo disso, mesmo se, na realidade, eu não estavisse dizendo nada de perigoso».

 

«Um homem chinês aproxima-se e nos interrompe. Diz-nos que não se podem dizer as coisas que estávamos dizendo. Eu digo-lhe que na nossa conversa não há nada de errado e que, portanto, somos livres para fazê-lo. Falo com ele em inglês».

 

«Ele parece não se importar nem um pouco com o meu comentário; está sério, seríssimo; então saca o seu distintivo; é da polícia chinesa, ou de uma corporação de segurança mais obscura e perigosa. Sinto-me tomada pelo medo».

 

«O homem me pede para segui-lo. Percebo que ele quer me levar ao quartel general, talvez para me interrogar. Ele não parece intencionado a usar da força, mas está determinado. Percebo que não tenho nenhuma alternativa e, portanto, aceito segui-lo, separando-me assim do grupo. Estou com medo, mas não creio que algo de ruim possa acontecer a mim. Com calma posso convencer a todos que tudo não passa de um mal-entendido, em decorrência do quê eles deverão me liberar».

 

«O homem me leva a um carro; é um conversível. No sonho, isso faz perfeito sentido, assim como o fato de que ele dirija em direção a uma zona interna do aeroporto, parecida com uma pista de pouso. No seu rosto entrevejo emergir um sutilíssimo sorriso. Não sei como explicá-lo».

 

«Quando o carro estaciona, vejo que chegamos a um espaço onde nos espera um helicóptero. A bordo tem uma mulher. Subo, sem criar problemas. Dizem-me que a viagem não é curta, mas que também não é muito longa. Quando decolamos, me dou conta que o chão do helicóptero é transparente. Embaixo de mim vejo passarem os campos chineses e um rio. Sobretudo o rio: reparo na sua grandeza, na sua profundidade. Eu deveria gostar dessa visão, mas na verdade sinto cada vez mais medo».

 

«A dupla de chineses está cada vez mais sorridente, mais relaxada. Como se já tivessem obtido alguma coisa importante. Eu acho que entendo algo daquilo que eles dizem entre si, cumprimentando-se – no mais, eu sou uma estudante chinesa. Portanto, estico as orelhas e capto as palavras que eles trocam entre uma risadinha e outra. Estou tomada pelo medo».

«O homem me pede para segui-lo. Percebo que ele quer me levar ao quartel general, talvez para me interrogar. Ele não parece intencionado a usar da força, mas está determinado. Percebo que não tenho nenhuma alternativa e, portanto, aceito segui-lo, separando-me assim do grupo.

 

«Repentinamente, a minha ficha cai. Aqueles senhores não são policiais. Ou melhor, talvez o sejam, mas de um tipo obscuro que nunca tinha visto, o qual, por causa da minha ingenuidade, eu desconheço. Mas isso não importa; o quê conta é somente o fato de que eu tenha feito o que eles queriam: a atividade deles é pegar os órgãos das pessoas para comercializá-los».

 

«Eles são traficantes de órgãos, são parte de um sistema imenso. Compreendo que sou somente mais uma de uma quantidade interminável de vítimas. Garotas, principalmente. Muitíssimas. Está claro que roubarão também os meus órgãos. O coração, os pulmões, o fígado, os olhos… estou encurralada. Me levam ao lugar onde serei esquartejada».

 

Nesse momento B. acordou. Ainda bem.

 

Ora, trata-se somente de um sonho. B. e nós, e vocês e quem quer que leia esta crônica onírica poderão atribuir-lhe o significado que desejarem, ou dar de ombros e fazer uma piadinha.

 

Para nós, todavia, o significado cósmico desse sonho parece incontroverso: como sabemos bem, o mundo inteiro está virando um Chinão. Um país sob controle total, onde a repressão te golpeia por aquilo que dizes, e onde a predação de órgãos é uma realidade institucional gigante.

«Repentinamente, a minha ficha cai. Aqueles senhores não são policiais. Ou melhor, talvez o sejam, mas de um tipo obscuro que nunca tinha visto, o qual, por causa da minha ingenuidade, eu desconheço. Mas isso não importa; o quê conta é somente o fato de que eu tenha feito o que eles queriam: a atividade deles é pegar os órgãos das pessoas para comercializá-los»

 

Um país sob controle total, onde podes ser aprisionado por causa de tuas ideias. E onde, da prisão, podes ser levado, mediante a aplicação da burocracia penal certa, à mesa de cirurgia para que os teus órgãos sejam extraídos e traficados.

 

É o país do psico-policiamento digital. O país da repressão absoluta, do controle do pensamento até mesmo dentro dos cérebros das crianças. O país que inventou o vírus e a sua respectiva política social: lockdown, tracking, vigilância eletrônica sem fim.

 

Quais são as diferenças entre isso e o quê estão virando o Brasil, a Itália, a Europa, o Ocidente? A China, para muitos de nossos políticos, é um modelo, e as suas tecnologias de vigilância são importadas a todo vapor: câmeras, algoritmos, computer vision, reconhecimento facial, etc.

 

Talvez estejamos dando significados políticos demais ao sonho de B., a qual, no fundo, não parece muito interessada à faceta tecno-geopolítica das nossas matérias. Disse-nos também que quando esteve na China anos atrás sentiu «a mesma energia que estou sentindo aqui na Itália agora… idêntica… sinto-a crescer na minha cidade, no meu país».

 

Talvez, mais simplesmente, trate-se de um pesadelo de uma alma sacudida pelo quê está acontecendo. Green pass, vacinação obrigatória, efeitos colaterais, polarização e divisão da sociedade. Um mundo onde não se sente mais livre para falar, onde teme exprimir qualquer pensamento, onde a possibilidade de ser afastada de suas pessoas queridas é mais do que concreta.

 

O significado cósmico desse sonho parece incontroverso: como sabemos bem, o mundo inteiro está virando um Chinão. Um país sob controle total, onde a repressão te golpeia por aquilo que dizes, e onde a predação de órgãos é uma realidade institucional gigante.

Um pequeno pesadelo que emerge da inquietude de uma garota que está sintonizada com o desmoronamento profundo que está em curso, com o terremoto invisível que está devastando a humanidade.

 

Uma pessoa que tem medo.

 

E agora tornamos a nos perguntar: quem vai pagar por ter assustado todas essas pessoas?

 

Quem vai pagar por ter devastado o coração e a psique de tantos inocentes?

 

Quem vai pagar pelo pesadelo chinês?

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin

 

Articolo originale pubblicato in italiano

 

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