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O green pass é a base do euro digital. Isto é da nossa escravidão

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«É válido, portanto, fazer o seguinte questionamento: o green pass serve para incentivar a somente a vacinação em massa ou o algo mais?»

 

Uma matéria de suma importância foi publicada no jornal La Verità. O artigo, complexo e detalhado, é intitulado: «O passe da vacina não é um meio, mas um fim: concederá “direitos” somente àqueles cadastrados».

 

As revelações feitas pelos jornalistas Claudio Antonelli e Giulia Aranguena, os quais fizeram uma investigação sobre a arquitetura jurídica e informática do green pass, confirmam aquilo que Renovatio 21 publicou há poucos dias: o green pass é um meio através do qual será instaurado o euro digital, conforme tinha sido anunciado pela presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. Isto é, a instauração de uma sociedade completamente controlada, na qual o cidadão é submetido biologicamente, economicamente e eletronicamente ao poder central.

 

«A criação desta grande plataforma de vigilância ao cidadão – de alcance ainda mais profundo do que o da sua equivalente chinesa – é a tarefa da qual os mandachuvas se encarregaram nos últimos anos. Com o euro digital, assim como com o green pass, as pessoas dependerão das instituições até mesmo para as atividades mais básicas, como comer, beber, ir e vir, etc.».

«É válido, portanto, fazer o seguinte questionamento: o green pass serve para incentivar a somente a vacinação em massa ou o algo mais?»

 

O green pass, na sua essência, é uma plataforma eletrônica criada para existir mesmo sem a vacina: «O green pass nu e cru é um perfil digital que visa a confirmar a posse de determinadas condições em base as quais um usuário pode se dizer habilitado e certificado em relação a uma plataforma que confere direitos e liberdade (veja o semáforo verde) concedidos pelo gestor». 

 

«Nesse caso, o gestor da plataforma é o estado; a plataforma é de propriedade e está sob total controle estatal; os direitos e a liberdade de acesso a um determinado lugar são reestabelecidos na forma de concessão pelo próprio gestor».

 

A Europa emitiu uma regulamentação (2021/953, de junho de 2021) através da qual foi criado o DGCG – Digital green certificate gateway.

 

Esse portal é constituído por uma rede de bancos de dados «que visam à interatividade dos green passes e à capacidade de reconhecimento recíproco entre os estados-membros da UE, que funcionam como simples pontos de backend da rede».

 

Trata-se de uma grande operação informático administrativa «que pode ser atribuída aos tecnocratas da e-Health network, o grupo de agentes públicos instituídos pela Diretiva 2011/24/EU» que agrupa entidades sanitárias de vários estados-membros. Os projetos, que versam sobre a integração dos sistemas de identidade digital, tinham sido criados alguns anos antes da pandemia, mas foram implementados através de uma decisão executiva da comissão somente no dia 28 de junho de 2021.

 

Com base nisso, o governo do ex-chefe do BCE, Mario Draghi, moveu-se com velocidade e precisão impressionantes:

 

«O governo Draghi, já a partir do último mês de abril, e posteriormente em maio e junho, com a introdução do ato governativo do PNRR de 31 de maio de 2021 e do decreto de 17 de junho, colocou em funcionamento, não do nada, a ciclópica engrenagem da plataforma nacional Digital green certificate (Pn-Dgc) para a emissão e controle dos certificados green».

O tema central é a comunicação entre os bancos de dados.

 

Dessa maneira, Draghi «interligou os bancos de dados do registo civil nacional da vacina àqueles dos estados e os conectou ao sistema da carteira de saúde, a qual é administrada pelo ministério da economia, e ao EU-DGCG (mencionado acima), fazendo com que o complexo resultante se tornasse um portal que contém toda a infraestrutura digital. A tarefa da certificação foi atribuída, na Itália, à casa da moeda nacional.

 

Trata-se da unificação de todos os bancos de dados em um único sistema eletrônico.

Trata-se da unificação de todos os bancos de dados em um único sistema eletrônico.

 

Os dois jornalistas milaneses investigaram a morfologia, enigmática e opaca, do sistema e da sua gênese.

 

«Na prática, o “coração” do green pass se baseia na tecnologia blockchain, cuja finalidade é conservar e atualizar as todas as chaves de assinatura públicas, que são um encargo das autoridades de certificação de cada país, antes da sua certificação definitiva, bem como a sua associação às chaves privadas correspondentes à identidade de cada cidadão habilitado em base à contemplação de pelo menos uma das três condições que permitem a emissão do green pass (vacinação, teste com resultado negativo ou recuperação da doença).

 

A estrutura, «graças a essa forte interatividade (inclusive com as estruturas que estão sendo desenvolvidas a nível internacional, como a da O.M.S., de agosto de 2021)», apresenta-se «como um sistema dotado de modularidade e escalabilidade, isto é, projetado para suportar picos de carga repentinos sem que sua funcionalidade seja afetada (…), apto, portanto a empregos extras, finalidades, cenários e tipologias de certificação diversas».

«Um sistema dotado de modularidade e escalabilidade, isto é, projetado para suportar picos de carga repentinos sem que sua funcionalidade seja afetada (…), apto, portanto a empregos extras, finalidades, cenários e tipologias de certificação diversas».

 

Pode-se facilmente concluir, portanto, que o green pass nada mais é do que a própria identidade digital pública dos usuários, ou portadores do certificado verde, que deve ser mantida nas carteiras digitais iOS ou Android, instaladas nos smartphones.

 

Portanto, «tudo indica que a emissão deste documento de identidade está subordinada ao adequamento a uma determinada conduta ou à posse de uma determinada condição, sem qualquer possibilidade real de escolha».

«Em suma, trata-se de uma ferramenta de recenseamento na sua forma mais avançada. O cidadão passa, assim, a ser um número ao qual será possível vincular funções, serviços e direitos de diversos tipos».

 

Podemos afirmar com certeza que a vacinação é o objetivo último de toda a imensa arquitetura eletrônica do green pass?

 

«Diante da tamanha abrangência da blockchain e do ambicioso projeto do green pass, pode-se deduzir que a vacinação não é o objetivo verdadeiro nem que simplesmente haja algum plano oculto, mas que o green pass é um fim em si mesmo. E uma vez em funcionamento, não haverá mais volta».

«Diante da tamanha abrangência da blockchain e do ambicioso projeto do green pass, pode-se deduzir que a vacinação não é o objetivo verdadeiro nem que simplesmente haja algum plano oculto, mas que o green pass é um fim em si mesmo. E uma vez em funcionamento, não haverá mais volta».

 

«É claro que, uma vez que todos os italianos estejam em posse de sua identidade digital, cuja emissão é, por enquanto, condicionada apenas a exigências sanitárias, tais condições podem ser alteradas ou ampliadas: declarações de impostos, pagamentos, multas, etc.; a implantação do euro digital que, como previsto pelo BCE, nunca poderia ser introduzido sem uma infraestrutura blockchain como a do green pass, é a mais importante delas».

 

Na prática, por de trás do green pass está um software, um sistema (informático e jurídico) que tem o poder de controlar nossas vidas: com ele pagaremos impostos, multas, etc. Mais além, não precisaremos fazer nada; o dinheiro será transferido de nossas contas automaticamente, visto que tudo será gerido por um poder central que almeja total acesso aos meandros das nossas vidas: aos detalhes das nossas finanças, do nosso estado de saúde, etc. A privacidade não será mais um direito e nem sequer um ideal. 

 

A criação do euro digital tem como objetivo a abolição do dinheiro em espécie. Com aquele, a Europa pode colocar-se na avanguarda (até mesmo em relação à China) da evolução do estado moderno em direção ao totalitarismo absoluto. Com o euro digital, todas as nossas transações financeiras serão rastreáveis: quanto gastamos com a alimentação, vestuário e serviços; os produtos que consumimos; a marca do sorvete e da camiseta; o título do filme ao qual assistimos no cinema; quais remédios compramos; aonde vamos nas férias e em qual hotel nos hospedamos; etc. Todas essas informações interessam ao leão – e não só ao leão. Interessam também aos ministérios da saúde, dos negócios exteriores, etc. São relevantes também a terceiros. Já circula o dito de que as informações são o petróleo do século XXI. O green pass é um carro que nos obrigam comprar para que aderamos ao novo combustível. 

A criação do euro digital tem como objetivo a abolição do dinheiro em espécie. Com aquele, a Europa pode colocar-se na avanguarda (até mesmo em relação à China) da evolução do estado moderno em direção ao totalitarismo absoluto.

 

Mais além: as nossas negociações poderão ser impedidas. Temos diabetes? O sistema pode nos impedir de comprar Nutella. Rodízio de automóveis? Não nos deixam encher o tanque. Temos vontade de nos aprofundar em determinado assunto? Livros que contêm informações desagradáveis à ordem do dia não estarão mais disponíveis – na Amazon, como se sabe, já funciona desse modo: muitos autores simplesmente desapareceram.

 

Tudo pode ser controlado em tempo real por algoritmos tão complexos a ponto de serem ininteligíveis a seus próprios criadores. Os dados são cruzados em modos incompreensíveis à mente humana e a resposta dada pelo sistema tem o poder de selar o destino de uma pessoa. É o que se observa na China, onde o sistema do green pass foi implementado durante a pandemia: os cidadãos são checados à saída do metrô – se a luz vermelha acende, eles devem retornar à casa imediatamente e entrar em quarentena. Nenhuma justificativa é necessária: o estado e sua quimera digital não nos devem satisfações.

 

É nessa direção que caminha o mundo moderno: submissão total do indivíduo, a nova escravidão econômica, informática e biótica que recai sobre o século XXI.

 

Algum leitor desatento pode pensar: “é prático não ter de me ocupar com o pagamento de uma multa, já que ela se paga automaticamente”. A verdade é que os figurões não se preocupam nem um pouco com a nossa comodidade. O intento é abolir todos os passos intermediários, isto é, qualquer possibilidade de reação a uma decisão imposta de cima para baixo: não poderemos nos opor, cumpriremos a sentença e ponto final. É a ruptura, a desintermediação do estado de direito. Isso já é uma realidade nas redes sociais, as quais banem e censuram milhares de pessoas sem fornecer quaisquer tipos de justificativas: não há nenhum processo, muito menos um «processo justo». Trata-se da nova civilização autoritária que se esconde atrás do mito da transparência.

O intento é abolir todos os passos intermediários, isto é, a reação a uma decisão imposta de cima para baixo: não teremos nenhuma possibilidade de nos opor; cumpriremos a sentença e ponto final. É a ruptura, a desintermediação do estado de direito.

 

E, já que estamos falando de processos, raciocinemos acerca do quê irá acontecer com o sistema jurídico. Será muito mais fácil, mais imediato, obter dinheiro através de um decisão judicial – ou vê-lo batendo asas. Do mesmo modo, um juiz poderá bloquear os nossos patrimônios, ou alterar a titularidade deles, por meio de um simples clique no mouse. Nesse caso, ficaremos sem meios para sobreviver: os trocados que guardamos embaixo do colchão não terão mais serventia, já que o dinheiro vivo será ilegal; as doações aos necessitados e à Igreja (caso permaneçam permitidas) serão efetuadas somente por via digital – poderão, portanto, inibi-las também.

 

Agora fica claro o motivo pelo qual houve (e há) tamanha insistência com relação à vacinação.

 

Fica claro também porque os dirigentes compraram uma briga com toda a sociedade e com um número elevado de trabalhadores – mesmo com o risco de deflagrar um outono marcado por lutas operárias com potencial de paralisar a Itália e a Europa.

 

Os pagamentos serão realizados fácil e rapidamente; os caixa eletrônicos desaparecerão e talvez também os caixas físicos. Muitos idiotas (os políticos do partido 5 Stelle, cujo líder  prometeu exatamente isso) ficarão felicíssimos: «não tenho nada a esconder». Com a identidade digital vinculada ao green pass, abriremos as contas nas quais depositaremos nossos euros digitais criados do nada. Quem sabe, às vezes para nos incentivar a usá-los, nos darão alguns de brinde.

 

Milhões cairão na armadilha: para qualquer coisa que desejem fazer, será necessário o selinho digital.

 

A nova forma do estado moderno, e das nossas vidas, está logo ali: um sistema de vigilância totalitária sem precedentes na história, mas que, entretanto, já foi descrito há alguns milhares de anos.

 

«E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas. Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome». (Apocalipse 13, 16-17)

 

 

Roberto Dal Bosco

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin

 

Articolo originale pubblicato in italiano

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O alvorecer da inocência

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«Em breve, a violência tornar-se-á erótica, a tortura eufórica, enquanto as massas saudarão com joia as execuções públicas impulsionadas pela ira do fascismo. Os campos de concentração serão reconstruídos. A ignorância será glorificada. E existirão guerras raciais, porque o ódio será recompensado e considerado algo autêntico e belo. A fé será reduzida a um estereótipo envenenado, uma escravidão do pensamento infestada de morfina. A perversão será nobilizada. O incesto, a moléstia e a pedofilia serão louvados. Existirão prêmios para os estupradores. Alguns serão donos de tudo e a maior parte não terá nada, porque os homens não foram criados iguais. O narcisismo não será mais reprimido, mas venerado como uma virtude. Satisfazer os próprios impulsos tornar-se-á instintivo. As nossas identidades serão definidas pela dor que infligiremos. O niilismo puro, genuíno, será a única solução diante da morte gloriosa. Com o passar do tempo teremos a nossa religião, a nossa dinastia. E com elas despertaremos a verdadeira fúria do mundo. E enquanto o homem será implodido em um banho de sangue e silêncio, emergirá uma nova mutação. Nesse dia será declarado alvorecer da inocência».

 

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin, cujas opiniões pessoais não coincidem necessariamente com aquelas expressadas neste artigo.

 

 

Articolo originale in italiano.

 

 

 

 

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A bandeira vermelha do espírito triunfará

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Em 9 de maio, na Praça Vermelha, a parada pela Vitória da Rússia na Grande Guerra Patriótica (a nossa Segunda Guerra Mundial) foi, também neste ano, marcada por bandeira vermelhas, estrelões purpúreos, foices e martelos.

 

Ou melhor, neste ano mais do que nunca. As imagens têm a potência que reconhecemos todos os anos: um País unido, um exército forte, uma verdadeira celebração. Cerca de uma década atrás, adicionou-se um rito ainda mais profundo, o do Bessmertnyj polk, o «regimento imortal»: o povo desfila levando com si fotos ampliadas dos próprios familiares que lutaram na guerra. Isso começou como algo espontâneo em Tomsk e agora se espalhou por todas as cidades do mundo. Em Moscou, o desfile foi aberto por Putin segurando a foto de seu pai.

 

Houve um tempo em que a parada era vista pelo ocidente com aflição e horror. No romance O Espião que Sabia Demais, de Le Carré, é descrito como a inteligência britânica analisava cada um dos fotogramas do evento para compreender, sobretudo, as dinâmicas obscuras entre os vértices do Kremlin. Era um momento sombrio, crítico, perigoso tanto quanto o era a União Soviética.

 

Hoje, para mim, tudo mudou. Vejo a parada como um grande espetáculo sincero, respeitoso, sumamente edificante. Delicio-me com a beleza marcial dos soldados. Admiro a tecnologia bélica em metal verde que desfila em meio a rulos de tambores. Tenho prazer em ver a saliva na boca dos ocidentais que não se dão conta do significado do gesto Shoigu – que, tecnicamente, deveria ser budista – que quando passa diante do ícone da Virgem, tira o chapéu e faz o sinal da cruz.

 

Além disso, jatos supersônicos, produzidos inteiramente entre as fronteiras nacionais, rasgam os céus.

 

Vem-me à mente, sobretudo, o fato que não temos nada do tipo. Não apenas na Itália. Lembro-me das imagens dos pobres veteranos americanos da guerra do Iraque que, às vezes, fazem um desfile na Disneylândia durante o qual dão tchau vestidos nos seus uniformes ao lado de um cara com, na cabeça, uma enorme, inquietante máscara do Mickey.

 

E depois vejo todas aquelas bandeiras vermelhas. A foice e o martelo por todos os lados. Por décadas eles foram, para mim, anticomunista desde menininho, símbolos de perigo, de desconforto, de subdesenvolvimento, de falta de conhecimento. Aos poucos, essa percepção está mudando.

 

Porque a bandeira vermelha, a foice e o martelo não representam mais o comunismo. Não representam mais o triunfo de uma ideia materialista que cegamente busca submeter a História – representam o exato contrário. Representam uma força espiritual. Representam não ideias, mas almas – as de milhões de pessoas, mortas e vivas, que ainda se sentem unidas, e que, estamos começando a perceber, não têm planos de serem deletadas do mundo moderno.

 

O que a Rússia representa neste momento, com todos os seus símbolos antigos ou antiguíssimos, é, portanto, algo que não tem fronteiras geográficas.

 

Comecei a sentir que não tinha mais a repulsa diante da bandeira vermelha ao ver os tanques russos, sobre os quais ela é exposta junto à bandeira da Rússia Imperial do Czares.

 

A compreensão do que estava acontecendo foi imediata: na alma russa, a história sanguinária do dissídio entre os dois conceitos de estado, a monarquia imperial e o império soviético, foi reabsorvida em nome de algo de maior: a continuidade. A continuidade de alguma coisa de maior do que a catástrofe do século XX, algo de maior até mesmo do que a história.

 

O que pode ser maior do que a história? Respondemos: o espírito.

 

O espírito da Rússia manifesta-se aterrorizando o mundo moderno. O espírito é o que permite à Rússia prosseguir apesar do projeto infame de fazer com que ela se torne pária entre as nações: as sanções, os boicotes, as humilhações, o latrocínio de bilhões do Banco Central russo programado por Draghi, Yellen e Von der Leyen.

 

O espírito é o que permite discernir o Bem e o Mal: e, portanto, chamar os tatuados rúnicos pelo seu nome, isto é, nazistas.

 

O espírito é o que permite tomar decisões tão enormes quanto a da Operação Z.

 

A história advém do espírito, e não o contrário.

 

Do mesmo modo que a força advém da mente: se vocês quiserem ver o contrário, olhem para os nazistas que comandam a Ucrânia recusando quaisquer tipos de negociações, graças às armas que lhes estamos presenteando.

 

Do mesmo modo que a economia advém da política, os mercantes estão submissos aos poderes do Rei: e se vocês quiserem ver o contrário, olhem para a oligarquia ucraniana, que coloca no topo do Estado uma marionete, enquanto na Rússia de Putin espera-se que se tenha compreendido o que aconteceu com a vaidade oligárquica.

 

O espírito, não as seis mil ogivas nucleares, é o que, neste momento, faz da Rússia uma superpotência. A possibilidade de mandar jovens – infelizmente – rumo à morte sem lhes contar, assim como aconteceu com milhares de jovens americanos mortos em meio a desertos e colinas estéreis, mentiras colossais ditadas por interesses econômicos e políticos imorais e sanguinários.

 

O espírito, não os salários e o ódio exotérico, é o que mantém unido um grupo humano. Para além do Estado, a comunhão das almas. Para além do voto, a oração.

 

Isso tornou-se lucidamente visível para mim no caso da babushka [vovó em russo; n.d.t.] que empunhava, justamente ela, a bandeira vermelha. Tenham em mente: aquela velhinha que sai de casa para cumprimentar os soldados achando que fossem russos, mas que, em vez disso, eram ucranianos, e, portanto, rejeita a comida que lhe oferecem quando os vê pisoteando a bandeira vermelha.

 

«Isso que você está pisoteando é a bandeira pela qual os meus pais morreram»…

 

Neste momento, a babushka Z já tem, na Rússia, monumentos e obras de arte que a retratam. A profundeza da sua história, expressada em um vídeo de menos de um minuto, foi instantaneamente compreendida por milhões de pessoas.

 

Renovatio 21 escreveu sobre o assunto e ainda legendou o vídeo [em italiano; n.d.t.] que os ucranianos, em um gesto que demonstra total falta de espírito, tinham colocado na internet.

 

 

Não percebi imediatamente o que verdadeiramente me tinha tocado nessa cena. Revendo-a, entendi.

 

É aquilo que, flamulando a bandeira vermelha, a vovozinha – tecnicamente ucraniana – tinha dito enquanto ia em direção aos soldados ucranianos que ela pensava fossem russos.

 

«Oramos por vocês, por Putin e por todo o nosso povo».

 

Orações. Ela falava de algo que não é ideologia, não é materialismo, não é nacionalismo. Ela falava do espírito.

 

Pensem sobre isso: o que a vovozinha parece dizer é que, por anos, enquanto conservava ao seu lado a sua bandeira vermelha, ela e os seus familiares, como se estivessem em uma catacumba ucraniana, oravam.

 

Não apenas oravam: eles ainda o relatam àqueles que criam ser os seus libertadores. O soldado ucraniano não é capaz de entender: e, de fato, zomba, faz bullying, humilha, ultraja símbolos e pessoas – longe da via do espírito e de sua força infinita, que pode viver e multiplicar-se dentro dos rosários de uma velhinha.

 

Essa é, em última análise, a raiz do conflito em curso.

 

De um lado, o mundo dos bancos e da vigilância total, do homem-máquina e da pornografia alfanumérica, dos servos neonazistas do Grande Reset.

 

Do outro, a humanidade que se recusa a ceder, se recusa a parar de orar, se recusa a se separar do espírito.

 

Porque longe do caminho do espírito, estamos vendo o que pode acontecer aos seres humanos. Mentiras. Torturas e assassinatos de indefesos. Traições. Mães que são ridicularizadas pela morte do filho. Crueldade. Paganismo. Canibalismo.

 

É aí que mora o fim do Logos; eis o homem que se tornou besta e marionete, alimento para demônios e objeto de sacrifício pelo Nada.

 

Longe do espírito, há o colapso da Civilização.

 

Aqui está o porque a bandeira vermelha hoje representa uma outra coisa, e fala de um mundo que deve ser protegido, e não resetado; amado, e não destruído. Um mundo pelo qual rezar para Deus sem nunca cogitar ocupar o Seu lugar. Um mundo pelo qual nunca podemos nos cansar de orar para que Deus o salve.

 

As vovozinhas que ainda rezam são talvez a maior vitória que a Rússia deve celebrar.

 

Eis porque a bandeira vermelha do espírito, no final, triunfará.

 

 

Roberto Dal Bosco

 

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin, cujas opiniões pessoais não coincidem necessariamente com aquelas expressadas neste artigo.

 

 

Articolo originale in italiano.

 

 

 

 

 

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Moeda digital chinesa «cancerígena para o ocidente»

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O investidor texano Kyle Bass é conhecido pela sua abordagem bastante crítica da República Popular da China e de sua estratégia de dominação econômica.

 

O site antichinês Epoch Times fez uma longa entrevista com ele sobre o estado atual da situação entre Pequim e Washington.

 

Particularmente, Bass fixou sua atenção às ambições do Partido Comunista Chines de lançar uma moeda digital estatal.

«Creio que a adoção da moeda digital do Banco Central deles seja cancerígena para o ocidente».

 

«Creio que a adoção da moeda digital do Banco Central deles seja cancerígena para o ocidente», disse Bass. «É a adoção do acúmulo tecnológico chinês; tem uma mente própria».

 

As palavras de Bass trazem de volta à tona a colossal infraestrutura de vigilância implementada pelos chineses nos últimos anos.

 

«O projeto deles sobre dados dos cidadãos interage com o lançamento da CBDC [a moeda eletrônica chinesa; n.d.r.]; eles serão capazes de corromper indivíduos além da competência dos reguladores bancários ou da supervisão normativa soberana. Portanto, será um “mundo novo” para o Partido Comunista Chinês, que é conhecido por corromper, roubar, constranger e fazer tudo o que eles fazem enquanto circulam pelo mundo».

 

Tratar-se-ia, portanto, da criação de um canal infalível para o aumento da influência chinesa no mundo.

«O projeto deles sobre dados dos cidadãos interage com o lançamento da CBDC [a moeda eletrônica chinesa; n.d.r.]; eles serão capazes de corromper indivíduos além da competência dos reguladores bancários ou da supervisão normativa soberana

 

«Isso dá-lhes a possibilidade de ter acesso direto às pessoas, o que é um grande problema. Portanto, creio que não possamos permiti-lo. Creio que seja cancerígeno. Não se pode ter um porquinho de câncer: ou você tem câncer ou não o tem. E, portanto, devemos falar sobre o lançamento da CBDC e do motivo pelo qual é tão importante compreendê-lo no contexto da grande estratégia chinesa».

 

Conforme reportado pela Renovatio 21, não é a primeira vez que Kyle Bass soa o alarme sobre o perigo extremo representado por uma moeda digital chinesa.

«Será um “mundo novo” para o Partido Comunista Chinês, que é conhecido por corromper, roubar, constranger e fazer tudo o que eles fazem enquanto circulam pelo mundo»

 

«Imaginem uma moeda que tem praticamente uma mente própria… conhece os dados da sua conta, conhece a sua data de nascimento, o seu número de previdência social, sabe onde você mora» e exatamente o que você gosta de comprar, ele tinha declarado alguns meses atrás, lembrando como todo esse volume de dados poderá ir parar nas mãos do Partido Comunista Chinês.

 

«Acho que o renminbi digital é a maior ameaça para o mundo de hoje», ele dissera em uma outra entrevista para a Epoch Times.

 

«Acho que vocês vê-los-ão lançar uma moeda digital do Banco Central Chinês, o yuan digital. Acho que isso é um cavalo de troia digital», ele tinha preconizado. 

 

Um ano atrás ele tinha predito que Pequim teria dado um «sumiço» no fundador do megaportal de ecommerce Alibaba, Jack Ma, em menos de um ano: uma previsão pontualmente verificada.

«Isso dá-lhes a possibilidade de ter acesso direto às pessoas, o que é um grande problema. Portanto, creio que não possamos permiti-lo»

 

O banqueiro do Texas disse no último verão [do hemisfério norte; n.d.t.] que a saída dos EUA do Afeganistão constituiria uma grande ocasião para a China, que já extraía minerais raros naquele país, um elemento de vital importância para a indústria mundial do qual Pequim se apressa em virar monopolista.

 

Como reportado pela Renovatio 21, recentemente Bass levantou a hipótese segundo a qual a queda de grandes empresas chinesas como a Evergrande seria «pilotada» por Xi Jinping para abaixar o preço das casas e evitar um choque sistêmico que não poder-se-ia enfrentar.

 

Estaria em curso, portanto, uma contenção do crescimento econômico chinês: «neste momento», disse Bass, todos aqueles que creem que a China crescerá infinitamente no ritmo de 6% ao ano «estão redondamente enganados».

 

 

Tradução de Flavio Moraes Cassin, cujas opiniões pessoais não coincidem necessariamente com aquelas expressadas neste artigo.

 

 

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